O analista de comunicação da Diocese de Franca, Ricardo Felício, 34, passava ao lado da empresa de componentes de borracha Amazonas quando o galpão explodiu. Ele foi um dos primeiros a chegar ao local. Disse que a cena que viu parecia ter saído de um filme. “Um barulho ensurdecedor e uma nuvem negra de mais 30 metros pairou sobre toda a fábrica. Depois comecei a sentir os pedacinhos de borracha quente cair sobre mim. Foi assustador.”
Com receio de que o problema fosse mais grave, Felício foi até a portaria da empresa perguntar se eles precisavam de ajuda. “O pessoal não me deixou entrar, mas disse que a situação estava sobre controle. Parece que todos estavam almoçando quando explodiu.”
A direção da empresa explicou que entre 6 e 8 pessoas trabalhavam diariamente no setor onde a máquina de reciclagem ficava. Uma delas escapou por pouco. “Um funcionário disse que o homem que trabalhava do lado da máquina foi ao banheiro, bem na hora que ela explodiu. Esse deu sorte”, disse Felício.