Há meses estou me procurando
em meio às minhas bugigangas.
Até agora, não há pistas de mim.
Já procurei no espelho,
vasculhei versos, livros inteiros
e até folhas em branco.
Percorri ainda os sonhos,
raros sonhos de hoje.
Nada.
Parei para ouvir o silêncio,
mas ele não existe mais.
Tentei ouvir então o barulho
e ele desorientou-me.
Agora estou exausto.
Vou deitar-me e chorar
esse horrível desencontro
em que me perdi de mim,
sem perceber.