11 de julho de 2026

Mãe luta para manter filho com esquizofrenia na escola municipal


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A dona de casa Alessandra Fernandes da Silva mostra documentos atestando doença do filho e pedidos de monitor; em 2012, ele só recebeu ajuda por um mês

Por falta de monitores, uma mãe está tentando, sem sucesso, manter seu filho portador de esquizofrenia na escola. Moradora do Jardim Bonsucesso, a dona de casa Alessandra Fernandes da Silva, 35, afirma que o seu filho de 8 anos foi auxiliado no ano passado na escola municipal em que está matriculado, a EMEB “Professor e Escritor Nelson dos Santos Damasceno”, mas apenas por um mês. Este ano, desde o início das aulas, no último dia 4, ele ainda não recebeu atenção de um profissional especializado. O filho de Alessandra precisa ser monitorado para se sentir confortável na escola e assistir às aulas. Caso contrário, adota um comportamento agressivo.

“No ano passado, alegaram que existem casos mais graves do que o do meu filho. Eu quero o direito do meu filho aprender a ler e escrever. Meu filho até sabe escrever, mas ele não acompanha a classe. Em várias vezes, ele se bate e já tentou se enforcar. Sofri muito o ano passado, e agora este ano de novo”, disse Alessandra.

Segundo a dona de casa, o psiquiatra do garoto sugeriu a contratação de um professor particular que o instruísse em casa, mas ela se recusou. “Ele precisa ter convívio social com outras crianças. Um monitor é muito mais barato para o prefeito do que um professor na minha casa”, explicou.

Sem monitores, o menino vai para a escola, mas não fica dentro da sala de aula. Ele sempre grita, quando é contrariado. Preocupada com a segurança do filho, Alessandra fica na unidade escolar das 7 às 8 horas, e só não permanece mais tempo, porque tem mais dois filhos, de 11 e 6 anos, em casa.

OUTRO LADO
A secretária municipal de Educação, Leila Haddad, afirmou que recebe todo e qualquer aluno com alguma deficiência. Atualmente, na rede municipal de ensino, estudam 400 crianças com deficiência, de acordo com a secretária.

“Nem todas precisam de monitores, já que as crianças precisam desenvolver autonomia. Esses profissionais são para os casos mais graves, físicos, visuais, auditivos ou mentais”, disse Leila. Ela acrescentou que a necessidade de monitores é comprovada através de laudo médico emitido por uma comissão do Ministério Público.

A secretária não soube explicar o motivo de o filho de Alessandra só ter recebido monitoramento durante um mês no ano passado, mas informou que está contratando monitores para a rede.

A gestora das salas de recurso multifuncionais - próprias para alunos com deficiência -, Regina Hanna, completou que 16 monitores já estão trabalhando na rede, mas apurou que mais 26 profissionais deverão auxiliar crianças, devendo ser contratados em até um mês.

Regina explicou ainda que o processo está correndo o mais rápido possível. “Esse levantamento [de quantos monitores serão necessários] vem sendo feito deste novembro do ano passado, mas tivemos que atualizar o quadro em janeiro, porque chegaram mais matrículas.”