A paralisação de parte dos sapateiros durante todo o dia de ontem foi acompanhada de perto pelo Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca). Para o presidente da entidade, José Carlos Brigagão, a greve foi precipitada já que as negociações pelo reajuste salarial ainda não teriam terminado. “O sindicato dos trabalhadores interrompeu as negociações depois que fizemos a contraoferta.”
Brigagão espera que o Sindicato dos Sapateiros volte a conversar. “Não há sentido estabelecer greve enquanto as negociações estão em curso.”
O presidente do Sindifranca não concorda com a “pressão” imposta pelos representantes dos trabalhadores. “O caminho não é este. Se eles continuarem agindo desta forma, vou ser obrigado a entender que é um ato político e não de negociação por reajuste de salário. Tem que sentar para negociar e não é com pressão.”
O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, diz estar disposto a negociar. “Quem tem nos procurar é o Sindifranca. Depois que começou a greve, algumas empresas vieram conversar individualmente, mas nos ofereceram menos do que foi pedido. E se for preciso, vamos parar empresa por empresa.”