Valorizar o direito de primogenitura
Devemos ter cuidado para não cair na condição de Babel, exaltando o nome do homem em lugar do nome do Senhor (Gn 11). Por causa do pecado deles o Senhor simplesmente os abandonou. Ele poderia acabar com esse povo por meio do dilúvio, mas não o fez por cauda da aliança feita com Noé.
Depois de Noé ter saído da arca e oferecido animais limpos, o aroma do holocausto chegou às narinas do Senhor, que aceitou a oferta. Naquele momento Deus firmou uma aliança com o homem, segundo a qual jamais iria julgar a humanidade pecadora com dilúvio novamente, deixando como sinal o arco-íris (9:13). Por não poder mais exterminar a humanidade, o Senhor os dispersou por vários lugares e confundiu sua linguagem, uma vez que todos eles estavam concentrados num só lugar (11:9).
Do meio desse povo idólatra, Deus escolheu e chamou Abraão, tirando-o Ur dos caldeus, uma terra de ídolos, e libertando-o de lá, e os dois chegaram a uma terra de ídolos, e libertando-o da idolatria (Js 24:2). Deus usou seu pai para tirá-lo de lá, e os dois chegaram a uma cidade chamada Harã, na região da Assíria, que representa a terra do pecado assim como era Nínive, capital da Assíria (Gn 11:31;cf Sf 2:13;Jn 1:2). Ali o Senhor apareceu novamente a Abraão para levá-lo até a terra de Canaã. Isto tipifica que o Senhor não somente nos chama para sair da esfera da idolatria, como também da esfera do pecado.
Depois de estar em Canaã, Abraão sofreu a prova da fome, e sua falta de fé o fez descer ao Egito (Gn12:10). O Senhor, por amar Abraão e para trazê-lo de volta a Canaã permitiu que ele fosse envergonhado na terra do sustento.
Abraão foi uma pessoa especialmente escolhida por Deus, que lhe fez uma promessa: ‘De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!’ (Gn 12:2). Abraão gerou Isaque, que gerou a Jacó (Mt 1:2), que gerou doze filhos. Naquela época eles valorizavam muito o primogenitura, que lhes dava o direito à herança do pai.
Quanto à primogenitura de Isaque, não havia problema algum, porque aos olhos de Deus o filho reconhecido como herdeiro de Abraão era apenas Isaque. Isaque gerou Esaú e Jacó (Gn 25:24-26). De acordo com o registro da Bíblia, quem saiu primeiro o ventre materno foi Esaú e por isso, ele tinha a primogenitura. Mas, em certa ocasião, Esaú vendeu-a para seu irmão Jacó em troca de um prato de lentilhas. Por ter Esaú menosprezado o direito de primogenitura, este recaiu sobre Jacó (vs.31-34).
Jacó teve doze filhos, e o mais velho chamava-se Rúben, que poderia, como primogênito, ganhar toda a herança do pai. Contudo, de acordo com as palavras de Jacó em Gênesis 49, Rúben perdeu o direito de primogenitura porque pecou gravemente, profanando o leito de seu pai. A primogenitura no Antigo Testamento envolvia três coisas importantes: a realeza, a porção dobrada da terra e o sacerdócio. Tudo isso pertencia a Rúben por direito, mas ele o perdeu. Isso mostra claramente como o Senhor abomina os que cometem fornicação (vs. 3-4). Já no Novo Testamento, pela obra redentora de Cristo, mesmo que tenhamos, pecado, podemos nos arrepender, confessar os pecados e ser lavados pelo sangue de Cristo (1 JO 1:9; Hb 9:14;cf.Jo 8:4,10-11).
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