O prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), disse que não vai negociar a área invadida. “Nem se eu quisesse poderia fazer isso. O terreno é do município. Não posso simplesmente distribuir os lotes porque essas famílias invadiram. Não é assim que as coisas funcionam.”
Segundo ele, mesmo que a doação ou venda da área fosse possível, outros problemas surgiriam. “Do outro lado da rodovia, um pouco mais próximo da cidade, temos o bairro Alto da Boa Vista, que é um problema há anos. Ainda não conseguimos levar asfalto e rede de água e esgoto para lá, como vou autorizar a criação de outro bairro mais longe ainda sem resolver este antes? Não posso.”
O prefeito disse esperar que a Justiça conceda a reintegração de posse para o município. “Infelizmente eles vão ter de deixar aquele local. Não tem como aceitarmos isso.”
Pitt disse que conhece a maior parte dos invasores e que não são pessoas miseráveis. “São famílias que lutam com dificuldade, mas que conseguem sobreviver, têm onde morar aqui na cidade. Não são desesperados.”
Ele afirmou que conversou com representantes dos invasores e se propôs a estudar alternativas para ajudar as famílias. Entre as opções, está o pagamento de aluguel social para aqueles que não têm para onde ir. “Mas isso terá de ser feito por meio do Fundo Social. Vamos verificar a situação de cada família que quiser nossa ajuda e me comprometo a pagar aluguel para aqueles que não tiverem condição.”
O prefeito disse que o contrato de aluguel social há um prazo. “Também não posso usar o dinheiro da Prefeitura para pagar aluguel o resto da vida deles. Vou dar um prazo para que eles possam se estruturar, mas depois terão de assumir suas responsabilidades.” O prefeito não informou que prazo seria este. Até o fechamento desta edição, o pedido de reintegração de posse ainda não havia sido apreciado pela Justiça.