Em meio às dezenas de pessoas que foram ontem à papelaria onde ocorreu a tentativa de assassinato do Carlos Aparecido Pitondo, uma ouviu os disparos, presenciou a fuga dos autores e foi a primeira a prestar socorro ao comerciante. Era um curtumeiro de 36 anos, morador do Parque Vicente Leporace, que pediu para ser identificado apenas pelo prenome: Marcos.
O curtumeiro, em entrevista, disse que estava chegando à loja de Didi quando ouviu os três disparos. “Foi tudo muito rápido. Eu cheguei em frente à papelaria, um dos caras efetuou os tiros e saiu correndo, junto com o comparsa. Eles correram para lados diferentes”, disse a testemunha, que não soube dizer as vestes usadas pelo envolvidos. “Estava chovendo forte e não percebi que roupas eles usavam.”
Ao entrar na loja, o curtumeiro disse ter se deparado com o comerciante caído no chão. “Ele me pediu para tirar o dinheiro que estava no bolso da sua calça e colocar o ventilador perto dele. A ambulância do Samu chegou rápido e o levou. Ele respirava com muita dificuldade”, lembrou o curtumeiro.