08 de julho de 2026

Comerciante é baleado dentro de loja no Redentor


| Tempo de leitura: 2 min
Socorristas do Samu levam Didi para o hospital após a tentativa de homicídio

A polícia de Franca registrou, na tarde de ontem, uma tentativa de homicídio no interior de uma papelaria da Avenida Moacir Vieira Coelho, no Jardim Redentor, proximidades do pontilhão de acesso ao Parque Vicente Leporace. A vítima é o comerciante Carlos Aparecido Pitondo, de 47 anos, conhecido como Didi. Ele foi atingido por três tiros efetuados por um desconhecido, que fugiu rapidamente sem levar nada junto com outro rapaz. O crime foi testemunhado pela mulher de Didi, que entrou em estado de choque, foi medicada e só deve ser ouvida hoje pela polícia. A tentativa de assassinato ocorreu pouco antes das 15h30.

Com base em informações preliminares, a polícia apurou que a mulher de Didi estava no caixa quando os dois desconhecidos chegaram e pediram para falar com o comerciante. Sem desconfiar de nada, a mulher chamou o marido. Quando Didi apareceu na loja, um dos indivíduos sacou uma arma de fogo, apontou para ele e efetuou três disparos. Os projéteis atingiram maxilar, tórax e as costas da vítima, que caiu e ficou envolta no próprio sangue.

Os envolvidos fugiram a pé, segundo uma testemunha ouvida pela reportagem do Comércio da Franca (leia texto abaixo), para lados diferentes. O comerciante ferido foi socorrido por uma das unidades do Samu e internado, em estado grave, no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Unimed. Até o fechamento desta edição a vítima permanecia sob tratamento.

ACERTO DE CONTAS
A Polícia Militar foi comunicada e com base em informações de familiares, PMs realizaram patrulhamento na tentativa de localizar um parente de Didi. Ele foi apontado como suspeito de envolvimento no crime, mas acabou não sendo encontrado. Os familiares afirmaram para PMs que o crime tinha relação com uma rixa entre Didi e o parente não localizado.

O comerciante estava consciente no momento em que era atendido pela equipe do Samu e, também segundo policiais, teria dito aos socorridas que foi vítima de um “acerto de contas”. Os atendentes do Samu que prestaram socorro devem ser ouvidos hoje pelo Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

Paulo Rodrigues, investigador da DIG, disse que a polícia não descarta nenhuma hipótese (latrocínio ou acerto de contas). “Estamos colhendo informações para termos noção do que motivou os disparos. A polícia trabalha, inicialmente, com todas as hipóteses”. (Clique aqui e ouça a entrevista completa do investigador).