Séc. XIII - fundadores dos servitas.
Os servitas têm como fundadores sete jovens florentinos: Monaldi, Manetto, Buonagiunta, Amidei, Ugoccioni, Sostegni e Aleixo Falconiere. Dispostos a fazer alguma coisa em favor da paz, deixaram tudo e entraram para a Confraria da Santíssima Virgem. Para se dedicarem mais a uma vida de oração, de solidão e de penitência, retiraram-se para as regiões desérticas do Monte Senário, onde passaram a viver em extrema penúria. Por volta de 1240, orientados pelo bispo de Florença, dom Castiglione, repensaram o modo de vida que levavam e fundaram a Ordem dos Servos de Maria ou Servitas. Assim o pedido da Virgem que, numa visão, pedia que fossem seus servos. Desde cedo foram chamados pela população de Florença de “Servos de Maria”, nome que perdura até hoje.
Percorriam povoados e cidades, protestando contra as guerras, promovendo a devoção e a bem aventurada Virgem Maria. Sua ação apostólica não se limitou apenas a Itália, alcançando também a França, a Alemanha e a Polônia. Atualmente se encontram espalhados por vários países do mundo, inclusive o Brasil. Em 1304, 60 anos depois, recebiam a aprovação da Santa Sé, evento testemunhado apenas por S. Aleixo, pois os outros já haviam falecido. Foram canonizados por Leão XIII, em 1887.
Nossa senhora do desterro
Esta devoção se refere à fuga da Sagrada Família para o Egito para salvar a vida de Jesus da chacina dos inocentes promovida pelo rei Herodes (Mt 2,13-22). Trazida para o Brasil pelos portugueses, a devoção a Nossa Senhora do Desterro logo se espalhou pela Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e outros estados. É a padroeira dos emigrantes e imigrantes, de todos aqueles que, a exemplo de Maria, José e o Menino Jesus, são forçados a deixar a sua terra natal e se aventurar por terras estrangeiras.
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.