A casa da minha infância: verde, branco, laranja e cor de sangue. Sempre era tudo a sua volta, esconderijos.
O que mais me sufocava era aquela infinita bronquite, mas a Nitinha, minha tartaruga, me curou.
Não tenho mais ânsia de morte.
A casa está ainda mais alva.
Não temo mais o canto da coruja.
No momento os canivetes e os remédios têm seus fins bem definidos.
Brinco agora de ser mãe e amiga
Esposa não posso ser. Ainda guardo lugar de filha.
Às vezes cozinho e te sirvo em guardanapos.
Dá até tempo de pedir licença e dizer ‘muito obrigado’.
Mas ninguém diz.