Além de estarem entre os maiores problemas de qualquer cidade grande ou de porte médio nos dias de hoje, o lixo e o transporte público são também os maiores contratos de qualquer Prefeitura, o que certamente traz muitos problemas e desafios para as autoridades municipais.
Em Franca, esse cenário não é diferente. Nos últimos tempos, inclusive, esses serviços foram motivo de muitas reclamações por parte da população, o que ensejou várias matérias jornalísticas publicadas por este Comércio. Em relação ao lixo, para além do problema da falta de qualidade no serviço prestado, há também problemas no cumprimento de horários e até mesmo em relação ao número de dias em que o caminhão passa por determinados bairros da cidade. No que diz respeito ao transporte público, há suspeitas de que a manutenção dos ônibus, bem como o número de veículos disponíveis nos horários de pico, não estão respeitando o que foi estabelecido em contrato.
Nesse sentido, é muito bem-vinda a decisão do prefeito Alexandre Ferreira de fiscalizar com mais rigor essas duas prestações de serviço, assim como seus respectivos contratos. A despeito das reclamações, o poder público acerta em dispor-se primeiramente às negociações e às análises dos serviços prestados. Para o bem da democracia, é fundamental que as cobranças sejam feitas à luz da legalidade, com o máximo possível de rigor, mas também com muita transparência.
Como foi dito pelo prefeito, em entrevista especial dada aos jornalistas Corrêa Neves Júnior e Leandro Vaz, no programa Hora da Verdade, da rádio Difusora, é preciso verificar se os contratos estão sendo descumpridos ou se eles foram subestimados em relação ao tamanho dos serviços contratados. É preciso considerar se houve aumento no volume do lixo produzido por toda a cidade, por exemplo, ou se o problema está na deficiência da coleta. É necessário, também, analisar se o número de ônibus disponibilizados nos horários de pico está realmente defasado em relação à necessidade atual de Franca ou se está havendo pouco caso por parte da empresa concessionária.
De qualquer modo, não é menos importante a cobrança séria e rigorosa, até porque historicamente esses contratos foram sempre cercados de muita desconfiança, alguns sendo inclusive suspeitos de conchavos e improbidades. Portanto, cabe ao poder público responder prontamente a essas reclamações com uma análise sistemática dos serviços prestados.
Se as empresas estiverem realmente lesando o patrimônio público, oferecendo serviços aquém daqueles contratados, que sejam então cobradas e penalizadas pela Justiça. Se estiverem agindo corretamente, que sejam ajustados os pagamentos por serviços adicionais que venham a realizar. O que não se pode permitir é que a população continue pagando o pago, seja por um mau contrato ou por uma má execução.