11 de julho de 2026

Renúncia não influi na escolha do novo bispo, diz Monsenhor


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Monsenhor José Geraldo Segantin diz que ‘não foi uma decisão imatura, porque ele é uma pessoa muito sensata, equilibrada e inteligente’

A renúncia do papa Bento XVI, anunciada pelo pontífice ontem, dia 11, pode ter surpreendido a todos, mas não deve modificar o cotidiano nem a escolha do próximo bispo da cidade, de acordo com autoridades religiosas. O papa tem 85 anos e alegou, em comunicado oficial, que está deixando o papado por problemas de saúde. Bento deverá ficar no cargo até o próximo dia 28. A notícia causou sobressalto e espanto em todo o mundo, até mesmo para os auxiliares mais próximos do pontífice. Em Franca, a sensação não foi diferente, tanto entre religiosos quanto para a população católica.

“A minha primeira reação foi de grande surpresa, como todo mundo. Ninguém esperava e a diocese [de Franca] também não esperava essa decisão dele. O papa deve ter pensado e meditado demais. Não foi uma decisão imatura, porque ele é uma pessoa muito sensata, equilibrada e inteligente. Essa foi uma atitude de humildade, a de deixar tudo o que ele tem à sua frente por se sentir incapaz”, avalia o monsenhor José Geraldo Segantin, pároco da Catedral de Franca e o atual administrador da Diocese de Franca, enquanto ela é Sé Vacante (sem bispo).

Aliás, o processo de escolha de um novo bispo não deve ser alterado pela renúncia do papa Bento XVI, segundo Segantin. “Nós estamos no período de escolha de sucessão do bispo. Esse processo vai continuar, porque a Nunciatura Apostólica é a que cuida dessa parte, e ela não deixa de existir. Ela continua fazendo o seu trabalho. Quando tivermos um novo papa, haverá a aprovação do papa no processo daquele que será eleito o bispo de Franca”, esclarece Segantin.

O administrador diocesano destaca a importância de Bento XVI para Franca. “O papa procurou fazer as coisas iluminado por Deus, com dedicação, zelo e carinho. Ele nunca nos deixou sem bispo: foi durante o pontificado dele que tivemos a troca de dois bispos (Dom Diógenes Silva Matthes foi substituído por Dom frei Caetano Ferrari, que, por sua vez, deu lugar à Dom Pedro Luis Stringhini, que deixou o comando da Diocese no ano passado). Esses meses em que estamos sem bispo não é descaso da Santa Sé, é normal, isso acontece em qualquer lugar”, disse.

Frei Mauro Luís de Oliveira, ex-pároco da Igreja São Judas Tadeu e atual pároco da Santo Antônio Maria Claret e Frei Galvão, em Ribeirão Preto, participou do programa ‘Hora da Verdade’ da Rádio Difusora, ontem, e esclareceu que a notícia também não deve causar grandes mudanças tanto na diocese de Franca quanto na da arquidiocese de Ribeirão Preto. “Ambas estão em período de vacância e sendo administradas de maneira serena. Elas respondem ao cardeal Tarcísio Bertone, o atual secretário do Vaticano. Então, haverá continuidade da administração”, disse. Assim como Segantin, a notícia da renúncia do papa também pegou os fieis de Franca de supetão.