Da regeneração à maturidade
O Senhor Jesus, para nos salvar, tornou-se sangue e carne (Hb 2:14). Ele obteve a forma humana por meio de Maria, mas Nele não havia o pecado e Ele não pecou (Rm 8:3;1 Pe 2:22;2 Co 5:21). Nós, que participamos de sangue e carne, pecamos porque a natureza maligna habita em nós.
Quando o Senhor Jesus foi crucificado, não somente os nossos pecados foram perdoados, como também nossa carne foi crucificada (Gl 5:24).
Quando ouvimos o evangelho da graça e cremos na obra redentora de Cristo na cruz, fomos justificados, santificados, reconciliados com Deus, ganhamos a natureza divina e nos tornamos Seus filhos. Depois disso, entretanto, precisamos avançar para o evangelho do reino, que é o propósito de Deus para nós. Não podemos pensar que, por alcançar o perdão de pecados e a reconciliação, já temos o suficiente. Ainda é necessário crescer e amadurecer.
A encarnação, a morte e a ressurreição do Senhor foram para que recebêssemos Sua vida. O Senhor, como a semente incorruptível, foi plantado em nós, segundo Pedro nos falou: ‘Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive é permanente’ (1 Pe 1:23). Nascemos de Deus e, por isso, somos Seus filhos. Além de filhos, nos tornamos herdeiros de Deus, razão pela qual não podemos permanecer em uma condição infantil.
Se não crescermos em vida para atingir a maturidade espiritual, não estaremos qualificados a receber a herança.
Uma vez que já fomos regenerados e recebemos essa semente incorruptível, precisamos permitir que ela germine e cresça.
Esse é o evangelho do reino, o qual os grupos cristãos de uma maneira geral não pregam, pois a maior parte deles parou no novo nascimento. Precisamos perceber que o Senhor, como homem segundo a carne, veio a descendência de Davi e, por causa disso, Ele pôde morrer em nosso lugar. Agora que o Senhor morreu, ressuscitou e cumpriu Sua obra, essa semente, que foi semeada em nós, precisa germinar e crescer.
Precisamos, então, de crescimento de vida.
Paulo não somente pregou o evangelho da graça, mas também o evangelho do reino dos céus, que é um evangelho orgânico. Por exemplo, nos capítulos 1 a 8 de Romanos, a principal ênfase é o evangelho da graça. Depois que o problema de nossos pecados foi resolvido e que fomos santificados e justificados, podemos ser conformados à imagem de Cristo e, consequentemente, glorificar a Deus (Rm 8:29-30). No final do capítulo 8, Paulo nos mostrou como ser um vencedor.
Nos capítulos 9 e 11, que são capítulos parentéticos, Paulo mostrou se encargo pelos judeus, seus irmãos na carne.
Eles conheciam muito sobre a lei, porém ainda viviam segundo a vida da alma, como aqueles que viveram os segundos dois mil anos. A vontade de Paulo e sua súplica a Deus a favor deles era para que fossem salvos (Rm 10:1)
Quanto a nós, precisamos também avançar da experiência inicial da redenção, realizada pelo Filho do Homem, para a experiência da salvação orgânica, desenvolvida pelo Senhor, como o Filho de Deus, mediante Sua vida (Rm 5:10).
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