Depois de uma discussão de trânsito travada com um motorista de ônibus, um rapaz - que pilotava uma moto no Jardim Esmeralda - se armou de uma pedra e a arremessou contra o ônibus. Na ânsia de agredir o motorista, acabou ferindo uma mulher de 51 anos e levando outra, uma gestante de 30 anos, a ser internada em estado de choque.
O episódio, corrido ontem, quinta-feira, por volta de meio-dia, ilustra bem o nível de despreparo e estresse que são marcas dos motociclistas e motoristas francanos de uma forma geral. Um dos maiores problemas da vida urbana é sem dúvida nenhuma o trânsito. Além da falta de segurança e do crescimento quase que descontrolado das cidades, as vias congestionadas e perigosas tornaram-se um espaço de aventura, gerador de muita imprudência e, consequentemente, acidentes. Essa situação, por si só, é muito grave. Um episódio como esse, em pleno horário de almoço, confere um contorno ainda mais forte a um quadro que precisa de intervenção urgente.
A verdade é que hoje em dia qualquer um pode ter um carro, uma moto. Qualquer um pode dirigir, pilotar. E esse é, sem dúvida, um dos maiores problemas do trânsito francano. Aqueles que estão à frente dos veículos e que devem ter respeito às regras de trânsito não conseguem, sequer, manter o respeito ao semelhante. Não têm autocontrole. Uma discussão de trânsito se transforma em agressão e caso de polícia, por conta do descontrole de um dos envolvidos.
Franca, com uma frota de mais de 200 mil veículos, precisa urgentemente se atentar para isso. Esse alto volume de veículos exerce uma grande pressão sobre a segurança do trânsito da cidade que, como já dito, é bastante inseguro e violento.
Por essa razão, é fundamental que as autoridades responsáveis estejam atentas. É preciso concentrar energia nos trabalhos de prevenção, fiscalização do trânsito e, claro, punição. Mas, diante do quadro que enfrentamos, é preciso também aumentar as ações educativas. É importante que nos debrucemos em planos e projetos para ampliar e melhorar a malha urbana, a sinalização. Mas se não houver conscientização por parte de quem está nas ruas, o trânsito, realmente, se configura como um problema eterno. Com reais chances de piora.