11 de julho de 2026

Familiares de auxiliar atropelada por viatura cobram autoridades


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O dia seguinte da tragédia que vitimou a auxiliar de enfermagem Helena Gomes da Silva, 49, foi de espera. Segundo seu genro, o metalúrgico Edinaldo da Silva, 35, nenhum representante dos Bombeiros ou da Polícia Civil o procurou para explicar o que aconteceu na fatídica manhã de terça-feira, 5. “Queremos ver em que pé que está essa história, para saber se houve falha humana ou mecânica”, disse Silva que morava com a sogra e sua filha mais nova, uma sapateira de 24 anos.

Segundo o metalúrgico, passado o enterro, realizado em Igarapava, toda preocupação da família se voltou para o inquérito policial. “Nós temos que ver isso. Os bombeiros foram feitos para salvar vidas e não para tirá-las. Tem que saber o que realmente aconteceu para que isso não se repita.” De acordo com uma testemunha, mesmo muito machucada, Helena ainda respirava quando foi atropelada e arrastada por 10 metros.

A criança de 6 anos que estava no banco de trás do Fusca atingido pelo caminhão assistiu a toda a cena e, segundo o tio, ainda sofre com as lembranças do acidente. “Ele está vendo aqueles flashes e sempre comenta que viu o caminhão passar por cima de sua avó.” Familiares se esforçam para ajudar o menino, mas as últimas imagens que ele tem da avó são as da tragédia. “A mãe dele provavelmente irá procurar um profissional para ajudar nisso”, disse o tio.