08 de julho de 2026

Alimento diário


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O perdão de pecados

Nas mensagens das epístolas de Pedro, vimos que o Senhor, após revelar igreja a Pedro, que o Senhor, após revelar igreja a Pedro, mostrou-lhe como ele deveria viver a vida da igreja. Segundo a revelação que recebera, esse viver não se restringe a amar o Senhor, amar os irmãos, ir às reuniões, orar, partir o pão e pregar o evangelho. Todas essas coisas nós devemos fazer, contudo o ponto mais importantes é que a vida da igreja é uma vida de seguir o Senhor. Para O seguirmos é necessário negar a nós mesmos (Mt 16:24). Se por outro lado, elevarmos nosso ego e, ao mesmo tempo, desejarmos segui-Lo, o Senhor não nos aceitará. Mesmo que ganhemos o mundo inteiro, se não perdermos a vida da alma, não teremos direito ao gozo do reino (vs. 25-28). Por isso vale a pena repetir: o que é proveniente da vida alma, por melhor que seja, não é aceito por Deus.
Além disso, neste último semestre fomos introduzidos em uma nova esfera. Já conhecíamos doutrinariamente a respeito de negar a vida da alma, mas não havíamos recebido antes tanta ajuda como a que recebemos por meio dos escritos do apóstolo Pedro. Em sua epístolas, Pedro nos diz que já ganhamos a vida divina, isto é, ganhamos a vida pelo evangelho da graça (1 Pe 1:3). Mas como está nosso viver? Agora, depois de regenerados, precisamos dar um passo a mais: precisamos crescer na vida divina, precisamos avançar para o evangelho do reino.
Ainda com respeito ao evangelho da graça, vemos que ela engloba a morte do Senhor por nós, por meio da qual Sua vida foi liberada (Jo 12:24). Quando somos iluminados, percebemos nossa condição de pecadores e compreendemos que pecamos porque vivemos em nossa vida da alma, a qual é constantemente usada por Satanás. Sob essa mesma luz, somos levados a confessar nossos pecados e ajudados a nos arrepender. Quando tomamos esse caminho, o Senhor nos concede o perdão dos pecados por meio de Seu sangue.
No Antigo testamento, por exemplo, quando alguém viola a lei de Deus, tinha de oferecer-Lhe um sacrifício.
Essa pessoa deveria levar um boi ou uma ovelha até o tabernáculo. Primeiramente o pecador impunha as mãos sobre a oferta para identificar-se. A partir de então, o animal passava a ser seu substituto. Esse animal era imolado, e os sacerdotes, por sua vez, aspergiam o sangue sobre o altar (lv 1:2-5), pois sem derramamento de sangue não há remissão (Hb 9:22). Com o derramamento do sangue desse animal, o problema do pecado era resolvido. Naquela época os pecados não eram tantos nem tão fortes como os de hoje.
Existem pecados que cometemos que são interiores, oriundos das intenções, dos pensamentos. Se vivêssemos na época do Antigo Testamento e ainda tivéssemos de sacrificar animais, quantos seriam necessários? Dez ovelhas ou dez bodes seriam suficientes? Temos tantos animais assim? Deus, porém, enviou Seu Filho unigênito a terra, (Jô 3:16) que, por causa de nossos pecados, foi crucificado. Paulo, ao pregar o evangelho da graça, nos mostrou que é necessário crer que o derramamento do sangue do Senhor foi, na verdade, o derramamento de nosso sangue e que tudo o que o Senhor cumpriu na cruz foi por nós. Quando cremos que o Senhor morreu por causa de nossos pecados, essa realidade nos alcança.

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