09 de julho de 2026

MP manda arquivar 15 dos 29 casos de suspeita de desvio


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Quinze dos 29 inquéritos civis abertos pelo Ministério Público Estadual para apurar desvio de recursos em viagens e gastos com alimentação e combustível de funcionários e ex-funcionários do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Franca foram arquivados. O promotor Paulo César Corrêa Borges disse ontem que nestes casos não foi verificada nenhuma irregularidade contra a lei de improbidade administrativa. “Eles (os funcionários) conseguiram comprovar que realmente viajaram e que os gastos feitos eram os necessários. Não houve qualquer conduta irregular”. O promotor disse que não revelou os dados antes porque os inquéritos estavam sob sigilo.

Segundo Paulo Borges, na maioria destes casos, o que houve foi um erro na sindicância feita pela direção do DRS que deu origem à investigação. “Entre os equívocos, estão as datas de registro das viagens que constavam como sendo as datas de pagamento e não da efetiva viagem”, disse.

Além da lista divulgada pelo MP, o Comércio recebeu email em nome de Helena Capel da Silva Najas. Ela disse que respondeu ao inquérito, mas que seu caso foi arquivado. O MP não confirmou a informação.

Com o arquivamento, os 15 ficam livres de responder a ações de improbidade administrativa, mas, apesar do arquivamento por parte do MP, continuam respondendo à Procuradoria de Procedimentos Disciplinares do Estado.

PROBLEMA ANTIGO
Por 11 anos, Nelson Elias Salomão foi um dos diretores do DRS de Franca. Seu consta da investigação feita pelo MP e arquivada. Para ele, todo o caso não passa de uma retaliação por parte da atual diretora do DRS, Adriana Ruzene. “Isso é um problema antigo. Ela fez isso para nos punir porque não aceitamos sua nomeação para o cargo. Ela veio de Ribeirão Preto, não tinha qualquer experiência. Nos manifestamos para que ela saísse. Depois disso, começaram as perseguições”. Nelson foi desligado do DRS em 2008. “Ela me mandou embora, mas até hoje me persegue. Nem os documentos para a minha aposentadoria ela liberou”.

Outros dois funcionários inocentados e que continuam ligados à Secretaria também disseram ter sido vítimas de retaliação. “Desde que ela assumiu vem tentando prejudicar as pessoas que atuam lá. Todos têm medo e não falam a respeito”, disse um deles. O Comércio tentou entrevistar a diretora Adriana Ruzene, que se manifestou por meio de nota da assessoria de imprensa, na qual afirma que não há perseguição.