Considero compreensível a manifestação contrária dos usuários. Sempre a idéia que assombra, num primeiro momento, é o da deterioração dos serviços e aumento de custos com a concentração do mercado. Porém o que boa parte da população desconhece, pois se trata de questão técnica, é que as atuais e pesadas exigências impostas pela ANS, agência federal que regula o mercado privado de saúde, invibializará a sobrevivência de ambos os convênios, isoladamente, num prazo de 5 a 10 anos. Neste cenário, caso o Hospital Regional fosse vendido para algum grande grupo de saúde nacional, tradicionalmente predador, aí sim, a possibilidade de piora verdadeira na prestação de serviços seria infinitamente maior. Ainda acho que tentar resolver este assunto paroquialmente, contando com a participação ativa dos próprios profissionais médicos de Franca possa ser a melhor alternativa.
Augusto Quadros
Franca - SP