08 de julho de 2026

Aposentado aciona a Justiça


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Há dois anos, o aposentado Gonçalo Cândido da Silva, 51, pediu um empréstimo de aproximadamente R$ 5 mil a uma financeira. Ele precisava do dinheiro para comprar remédios e alimentos especiais após uma cirurgia e sua mulher, Luzia Saturnino da Silva, 64, tinha de extrair um olho após um acidente. Como não tinham plano de saúde no momento, a cirurgia precisou ser feita em um hospital particular.

Antes de obter o empréstimo, Gonçalo procurou o Procon a fim de obter conselhos sobre como gerenciar os pagamentos. “Eles me aconselharam a não passar CPF e RG para ninguém por telefone, por exemplo, pois poderia ser um golpe. Fiquei satisfeito, porque eles foram muito claros”, disse o aposentado.

Mas, a recuperação dos dois exigiu gastos adicionais, e o casal acabou atrasando algumas mensalidades. Em dezembro de 2012, a empresa entrou em contato com ele, exigindo o pagamento de R$ 1,4 mil em até 48 horas. Ele considerou a cobrança injusta e entrou com um processo na Justiça contra a empresa financiadora. “Foi como se fosse um assalto, uma extorsão, porque em 48 horas não dava para arranjar esse dinheiro. Além disso, uma cobrança geralmente é feita por meio de carta, e a empresa não fez isso”, disse Gonçalo, que aguarda o desenrolar do processo.