08 de julho de 2026

Franca e o Governo do Estado


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Sidnei Rocha já fez parte do governo do Estado na época de Orestes Quércia. Na ocasião, foi escolhido para gerir a Vasp (Viação Aérea de São Paulo), uma companhia de aviação que apesar de não mais voar continua em recuperação judicial. Mas a experiência naquele momento em que já começava a se discutir a privatização não foi muito boa. Com inúmeros problemas administrativos, não chegou a completar dois anos nesse cargo.

No entanto, ao voltar para Franca, em 1989, acabou amargando ostracismo político por ter abandonado a cidade em pleno mandato, o que o levou a perder a eleição de 1992, declinar do pleito de 1996 e perder novamente a disputa em 2000. Mas, como a vida é cheia de reviravoltas, sobretudo a vida política, Sidnei voltou com tudo nas eleições de 2004, reelegendo-se facilmente em 2008 e tornando-se o prefeito que mais tempo ficou no comando do Executivo francano.

De quebra, sua gestão alcançou mais de 90% de aprovação, o que lhe garantiu uma imagem de executivo eficiente e de político hábil, capaz de levar seus votos para outros candidatos apoiados por ele. Esses números e essa imagem, obviamente, não chamaram apenas a atenção da população ou dos políticos francanos, mas também acabaram interessando aos líderes do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que precisam urgentemente de algumas lideranças locais para revitalizar o governo estadual.

Em função disso tudo, o ex-prefeito de Franca foi convidado para assumir o comando de uma empresa estatal ou de uma fundação ligada ao Governo do Estado. Para além da amizade com o governador Geraldo Alckmin, está claro que o PSDB também está de olho nos votos que Sidnei poderá agregar nas próximas eleições, já que o Partido parece ter saído um pouco cambaleante dessas últimas disputas municipais, com derrotas em importantes centros urbanos do Estado e crises internas deflagradas por conflitos de ego e de poder.

Sem novas lideranças, o PSDB parece um pouco perdido, o que obriga o governador Alckmin a apelar às mais antigas para revitalizar um pouco seu governo e colocar o partido em condições de disputar as próximas eleições com chances reais de vencer.

Para Sidnei Rocha, certamente, esse convite se consolida como uma vitória pessoal, o que poderia irritar ainda mais seus adversários políticos, embora ainda não tenha cecidido aceitá-lo. Caso caso aceite o convite, para a cidade poderá ser também um bom negócio, independentemente das cores partidárias envolvidas no jogo.

Novamente no governo estadual, Sidnei poderia com certeza trazer ou ajudar a trazer muitas coisas boas para Franca, seja por eficiência, por amizade ou por ambas as características.

É esperar para ver.