10 de julho de 2026

Moradores reclamam de conta de água mais alta nos últimos meses


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A dona de casa Maria de Fátima, do Leporace III, mostra conta de água com valor alto. Ela aponta o novo hidrômetro como ‘vilão’

Moradores de vários bairros de Franca reclamam que suas contas dobraram ou até triplicaram nos últimos meses. Segundos os reclamantes, o problema teve início após a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) realizar a troca dos hidrômetros. Funcionários do órgão e encanadores fizeram visitas nas residências e não encontraram vazamentos ou algum problema. De acordo com o gerente da Sabesp, Rui Engrácia, os medidores antigos não marcavam corretamente o consumo nas casas.

A sapateira Juliana Cristina Rosa Brentini, 31, moradora no Jardim Guanabara, está com o orçamento “apertado” desde o início do ano passado. Segundo ela, até a troca do seu hidrômetro, em meados de fevereiro, suas contas vinham com o valor da taxa mínima (R$ 28,71) ou no máximo R$ 40. Agora, recebe cobranças que variam entre R$ 80 e R$ 100. Juliana já formalizou duas reclamações na Sabesp, e profissionais fizeram vistoria em sua casa. Entretanto, nada de errado foi encontrado. “Uma moça da Sabesp me ligou hoje e falou que um técnico vai voltar aqui semana que vem. Vamos esperar para ver. Dificuldade a gente não passa, mas ficamos bem apertados”, reclamou a sapateira.

Outra que vive o mesmo drama é a dona de casa Maria de Fátima Lima Oliveira, 57, moradora no parque Vicente Leporace III. Acostumada também a pagar o valor mínimo da conta, viu os débitos mais que dobrarem desde que o hidrômetro de sua residência foi trocado, em outubro do ano passado. “Depois que eles trocaram, já no primeiro mês, eu paguei R$ 56. No segundo mês foi para R$ 66.” Segundo a dona de casa, ela deixa o registro fechado, mas o relógio continua rodando.

‘NORMAL’
Rui Engrácia diz que o aumento em algumas casas é considerado normal, já que os aparelhos antigos já não realizam a leitura correta. Em todo o ano passado, o órgão trocou 19 mil hidrômetros em toda cidade. Todos os aparelhos tinham mais de oito anos de uso - tempo máximo de vida útil. “Eles estão ultrapassados. Começam a travar e dão uma distorção no consumo real do imóvel. O novo mede efetivamente o que passa de água ali”, disse Engrácia.