Sidnei Rocha vai avaliar com calma se deixa a vida de aposentado para enfrentar novo desafio no governo
Perto de se tornar setentão, com o burro na sombra e aprovado por nove em cada dez moradores de Franca, Sidnei Rocha não tem pressa para aceitar um posto no governo do Estado. O convite foi feito, as portas do Palácio dos Bandeirantes estão abertas, mas o ex-prefeito não se deixará levar pela vaidade política como fez na década de 1980, quando abandonou a Prefeitura para assumir a presidência da Vasp. Acostumado a tomar decisões rápidas, desta vez vai avaliar com calma se deixa a vida de aposentado em Franca para enfrentar novo desafio em São Paulo. Entrevistado pela rádio Difusora ontem, Sidnei disse que a estratégia que traçará no momento para decidir seu futuro é adotar o estilo da música de Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar”.
A saúde já não é mais a mesma. Depois de operar a garganta, Sidnei deverá “entrar na faca” novamente. Agora, para se livrar de uma catarata que está prejudicando sua visão. A ideia de morar sozinho em São Paulo e de fazer constantes viagens não o seduz mais. Ocupar um cargo sem projeção também não. “Ninguém me oferece nada que está funcionando.” Ele só vai para São Paulo se assumir uma empresa estratégica no governo ou se for para trabalhar ao lado de Alckmin no palácio. Caso contrário, ficará por aqui desbravando a região com sua Land Rover. Há poucos dias, foi se aventurar ao lado do filho Rogério na Serra da Canastra.
Se vai suspender a aposentadoria, é outra história, mas o convite do governador inflou ainda mais o ego de Sidnei Rocha. Sobrou para os deputados. “Os políticos de Franca são muito devagar. Eu é que sou convidado para integrar o governo. Os deputados nunca são convidados para nada. Isso mostra a fraqueza da classe política.” Disse que falta competência aos parlamentares e que eles precisam deixar a fofoca política de lado e pensar grande. “Além de colocar outdoor, é preciso saber ser uma liderança estadual. Já dei provas cabais disto, da minha liderança.”
Sidnei elogiou os primeiros dias de seu sucessor na Prefeitura, aprovou o começo de trabalho da nova legislatura na Câmara – “acabou o circo” – e recomendou aos prefeitos da região que deixem de reclamar. “Passou da hora de chorar. Agora, é preciso trabalhar.” Não descartou a possibilidade de disputar as eleições do ano que vem. “De vez em quando, dá vontade de me candidatar para mostrar aos deputados que podem fazer mais e melhor.” Rápida como um raio, a declaração em poucos minutos já repercutia nos corredores da Assembleia Legislativa.
MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM
Adérmis Marini (PSDB) foi visitar a Couromoda semana passada em São Paulo. Na saída do Anhembi, avistou um carro preto escrito ‘executivo’ parado na porta e pulou dentro. Sentou-se no banco traseiro. “Vamo embora”. O motorista olhou para trás e se espantou. Não esperava por ele. Era o carro oficial da Prefeitura de Paulínia. Adérmis pediu desculpa e saiu de fininho como se não fosse com ele. Laércinho (PP) assistiu à cena e prometeu não contar para ninguém...
INDICIAMENTO
O vereador Daniel Radaeli (PMDB) encaminhou requerimento ao prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) questionando a possibilidade de a Prefeitura contratar uma empresa de engenharia de trânsito para realizar um estudo de reestruturação e modernização do sistema de trânsito da cidade. No documento, o delegado diz que os semáforos são antigos, que a mão de direção é alterada a esmo e que o município não tem agentes treinados para a função.
16º VEREADOR
Um chá de “simancol” às vezes vai bem. O ex-vereador Joaquim Ribeiro ocupou novamente a tribuna da Câmara terça-feira. Foi defender a derrubada do veto a projeto de sua autoria que implantava o Código Sanitário em Franca. A exemplo do ocorrido na votação da proposta que anistiava os donos de cartórios, os vereadores contrariaram Joaquim e mantiveram o veto.
MOCHILEIRO
Um vereador da legislatura passada, que se achava o cara e foi reprovado pelos eleitores nas urnas, está tentando arrumar uma carona com o carro oficial da Câmara para resolver pendências particulares em Brasília. Não pode, ex-excelência!
ORAÇÃO
O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) e o vice Fernando Baldochi (PMDB) participaram do Cenáculo do Fernandinho, terça-feira, e foram chamados ao palco. As centenas de pessoas que assistiam à celebração rezaram pelos administradores da cidade.
FALA, AÍ, GERALDINHO!
Meu celular tocou na tarde de terça-feira. Do outro lado da linha, uma voz que não reconheci de momento. “Alô, Edson, aqui é o Geraldo Alckmin.” O governador disse que estava recebendo o ex-prefeito Sidnei Rocha - “será um prazer tê-lo em nossa equipe” -, comentou sobre este Comércio, mandou abraços para o chefe e convidou para um café no Palácio.
FELIZ 2014
Vereador que pensa no futuro e que antecipa suas ações é outra coisa. Enquanto muita gente ainda está com a cabeça no Carnaval, Marco Garcia (PPS) presenteou amigo com uma cesta de Natal na terça-feira. Boas festas a todos.
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br