A imaginação humana é uma arma capaz de criar histórias e situações sem fazer muita força. Esta característica é sempre bem-vinda quando ela é aliada a uma mente criativa, o que gera grandes escritores, roteiristas de cinema geniais e por aí vai. O problema é que nossa raça adora transformar qualquer coisa boa e fazer uma versão maligna.
Aí, é só combinar uma imaginação fértil com a língua fofoqueira de milhões de pessoas e pronto. Está criada a fórmula de disseminação de lendas urbanas. Para quem não sabe - ou não viu o filme homônimo - lendas urbanas são aquelas histórias que atormentavam nossas mentes inocentes. Elas sempre existiram e sempre funcionavam. Para refrescar nossa memória, a revista Super Interessante fez uma lista com algumas das lendas urbanas que fizeram da nossa infância uma época um pouco mais assustadora. Então, pegamos as cinco mais famosas histórias fictícias - ou não? - difundidas em terras brasileiras. Por que lembrar é viver.
PACTO COM SATANÁS
Na época em que a rainha dos baixinhos estava atingindo o sucesso, muitas teorias creditavam a conquista do trono a uma ajuda fundamental do anjo caído. A prova definitiva estava no álbum Xou da Xuxa. Há quem garanta que era só girar este LP no sentido anti-horário que mensagens satânicas seriam reveladas, perfeitamente disfarçadas de canções infantis. O exemplo mais famoso é o refrão da música Doce Mel que, ao invés de “doce, doce, doce, a vida é um doce, vida é mel” dizia “sangue, sangue, sangue”, quando reproduzida da “maneira satânica”.
A FACAS DO FOFÃO
Um inocente alienígena oriundo do planeta Fofolândia, Fofão, fazia muito sucesso entre as crianças dos anos 80. Tanto que o personagem vivido na telinha por Orival Pessini ganhou um boneco idêntico, que rapidamente virou febre no meio infantil. Quase todas as casas tinham um e todo mundo se divertia com o brinquedo. Só que tudo isso mudou quando relatos inspirados no filme Brinquedo Assassino (1988) passaram a atormentar as jovens almas. A lenda dizia que no recheio do Fofão existia uma faca negra e que à noite... Bem, já deu pra entender. Olhando bem até dá para perceber uma semelhança com o demoníaco Chuck.
A LOIRA DO BANHEIRO
Acredite, amigos do sexo masculino, encontrar esta loira no banheiro não é tão bom quanto parece. A lenda conta a história de uma jovem e bela menina que só matava aulas enquanto se escondia no banheiro. Já pode imaginar que o castigo foi muito pior que uma simples suspensão, mas existem muitas versões sobre a morte da loira. Uns dizem que ela escorregou e bateu a cabeça, outros indicam suicídio e alguns apontam assassinato. Inconformada com sua morte prematura, a loira passou a assombrar os banheiros das escolas, principalmente daqueles alunos peraltas que adoram matar aulas. Conveniente esta história, não?
PALHAÇOS PSICOPATAS
Na década de 1990, o jornal Notícias Populares, de São Paulo, fez uma série especial que lembrava alguns dos crimes mais chocantes que já aconteceram no planeta. Um deles contava a história de um palhaço que, nos anos 1960, matou dezenas de crianças nos Estados Unidos. Não demorou muito para que uma versão brasileira surgisse. O boato dizia que a chamada “Gangue do Palhaço” capturava crianças indefesas para retirar seus órgãos e vendê-los no mercado negro. E tudo isso era feito dentro de uma Kombi azul.
O HOMEM DO SACO
Uma lenda! Essa história era perfeita para educar os filhos através do medo intenso. Reza a lenda que um velho assustador que perambula pelas ruas vive sequestrando crianças que saem de casa sem a companhia de um adulto. Essas crianças nunca mais eram vistas.
Outra versão, ainda mais cruel, falava que o Homem do Saco é uma espécie de contraparte do Papai Noel: Ao invés de visitar as crianças obedientes e dar presentes, o velho malvado visita apenas os desobedientes e os leva embora dentro de seu saco.