O sapateiro Zainer Jorge Eurípedes de Oliveira, 22, foi executado a tiros em frente à casa de sua mãe no Parque Vicente Leporace III, na noite de domingo. De acordo com o depoimento prestado por familiares à Polícia Civil, um motociclista em uma moto preta fez seis disparos. Dois acertaram o rapaz que, mesmo ferido, conseguiu fugir. Ele foi socorrido por familiares e vizinhos até o Pronto-socorro Municipal “Doutor Álvaro Azzuz”, onde já chegou sem vida. A polícia acredita em vingança.
De acordo com agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), minutos antes de ser morto, Oliveira se envolveu em uma briga com um comerciante. O homem teria exigido que seu filho mais novo não andasse na companhia do sapateiro. A vítima não teria gostado da atitude do comerciante e os dois se agrediram.
Em depoimento, o homem afirmou que viu um outro rapaz, em uma moto amarela, também discutir com Oliveira, no intervalo entre a sua briga e o homicídio.
A cunhada do sapateiro, Camila Ferreira Sartori, 22, estava com ele no momento do ataque. “Nós estávamos sentados na calçada conversando, quando um cara de moto estacionou, tirou a arma do bolso e efetuou quatro disparos.”
A dona de casa disse que dois tiros acertaram a vítima - um na região do abdome, que atravessou seu corpo até as costas, e outro que o atingiu pouco acima do peito. “O Zainer ainda conseguiu correr. Foi quando [o agressor] deu mais dois tiros, que não chegaram a acertar nele.”
Agentes do setor de homicídios da DIG disseram que não descartam a hipótese de vingança. Segundo a polícia, o suspeito é um segundo filho do comerciante com quem Oliveira brigou minutos antes de ser executado. O rapaz, que também teria 22 anos, não foi encontrado. Os policiais informaram que tanto a vítima quanto o suspeito têm passagens pela polícia, mas não divulgaram por quais crimes.
VELÓRIO
No velório do sapateiro, realizado no Leporace, amigos e familiares estavam revoltados com a brutalidade da morte. A mãe da vítima, Eliane Eurípedes Oliveira, 41, foi várias vezes amparada por amigos e chegou a deixar o local, que estava lotado.
Devido à quantidade de pessoas presentes e ao fato de que muitas delas não tinham meios de acompanhar o cortejo, um ônibus da empresa São José foi colocado à disposição. O pedido partiu do vereador Pastor Otávio (PTB), que conseguiu uma liberação junto ao presidente da Emdef (Empresa Municipal para Desenvolvimento de Franca), Sílvio de Oliveira.
A funerária Santa Bárbara realizou o velório do rapaz, que foi sepultado às 17 horas de ontem, no cemitério municipal Santo Agostinho.
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