08 de julho de 2026

Jovens abandonam tudo


| Tempo de leitura: 2 min

Dois rapazes e uma moça são os primeiros membros da comunidade Hodie. Eles abandonaram a “vida mundana”, além da família e do trabalho, e se mudaram para a chácara.

Rubens Costa de Paula, 30, morava em Cássia (MG) e era balconista de farmácia. Conheceu a Hodie por meio do padre fundador Dalmácio Garcia de Freitas, e há dois meses e meio se mudou para Franca para morar na comunidade. Vocacionado, a intenção do jovem é se tornar padre missionário.

Seu vizinho de quarto é o ex-motorista de caminhão Murilo Francis Silva Nogueira, 27, que morava com a família no Jardim do Éden e tem o mesmo tempo de permanência na comunidade. “Sempre senti o chamado de Deus, mas corria dele. Dessa vez resolvi deixar o emprego e vim.” O jovem disse ainda estar em fase de decisão sobre qual é sua vocação: o matrimônio ou o sacerdócio. Há também a opção de continuar solteiro.

Os dois moram na casa masculina existente na comunidade. Têm quartos individuais, mas convivem de maneira harmoniosa nos demais cômodos, como a biblioteca e sala de estudos e a cozinha da casa, que também tem uma capela.

Natural de Buritizal, Andreza de Oliveira Pinheiros é massoterapeuta e há 20 dias entregou a quitinete em que morava para viver na comunidade. Conforme manda o estatuto da Hodie, ela vive separada dos meninos em uma casa no Residencial Santa Mônica (a poucas quadras da chácara), onde aguarda a chegada de novas integrantes dispostas a ter uma vida dedicada à religião. “Por ser autônoma e ainda morar sozinha, sem outras meninas, o padre disse para eu continuar trabalhando fora, mas assim como os rapazes sigo os horários e demais regras da comunidade.”

No Brasil estima-se que haja mais de 400 comunidades de católicos, a maioria nascida de grupos de oração da Renovação Carismática Católica. A mais famosa é a Canção Nova, de Cachoeira Paulista, que evangeliza utilizando os meios de comunicação.