O atual presidente do Castelinho falou sobre o clima tenso da campanha interna. Acompanhe.
Comércio - Por qual motivo a disputa pela presidência do clube está tão acirrada?
Clóvis Castro - Acho normal ter a disputa, principalmente, porque o clube está bem. Nos três primeiros anos da nossa administração, não tinha chapa concorrente. Hoje, com a nova realidade, o pessoal fica de olho. Ninguém quer carregar ou comer osso. Agora, que o filé está bom, todo mundo quer. Quando nós assumimos, o Castelinho era um navio à deriva, sem comandante financeiramente falando. Não havia controle e as dívidas corriam à revelia. Hoje, administramos as dívidas e fizemos muitos investimentos. A concorrência faz parte do processo democrático. Se o clube continuar progredindo, não teremos apenas duas chapas concorrendo no futuro, mas três ou quatro. Isto é normal. O que não pode é ultrapassar os limites como está acontecendo.
Comércio - Em cartas distribuídas aos associados o senhor diz que está sofrendo ameaças e ataques pessoais. Estes fatos têm relação com a disputa?
Clóvis Castro - O trabalho realizado deu visibilidade ao presidente, mas os resultados positivos são uma conquista do nosso grupo. Não há o que falar da nossa diretoria, o trabalho foi muito bem feito. Então, a única forma de pegar é na parte pessoal e inventando um tanto de mentira. É o que tem acontecido.
Comércio - Não teme que estes fatos, somados ao episódio da bomba em sua casa na sexta-feira, possam interferir no resultado das eleições?
Clóvis Castro - Eu espero que não. O pessoal está me atacando pessoalmente, mas a imagem da gente acaba sendo vinculada institucionalmente. Me desestabilizar é a maneira que eles têm de manchar o trabalho que fizemos. Acredito que os associados vão saber diferenciar.