09 de julho de 2026

Com chuvas, estrada Franca a Batatais se torna intransitável


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Poças d’água na Rionegro e Solimões, que liga Franca a Batatais, podem esconder buracos e estragar carros

As chuvas de verão têm atormentado a vida dos motoristas que passam pela rodovia de terra, a SP-336 ou Rionegro e Solimões, que liga Franca a Batatais. Quando chove, em certos pontos ela alaga e pode ficar sem condições de tráfego. As poças d’água que se formam acabam ocultando buracos, facilitando acidentes e estragando os veículos.

Um dos condutores mais revoltados é o aposentado José Geraldo Vitorelli, 59. “Se estiver chovendo, ‘o cara’ não consegue passar. Isso sem contar os buracos. Mas o que mais revolta a gente é o lixo. Tem muita coisa que as pessoas jogam na estrada”, reclama. Ele nunca se acidentou, mas conta que já passou por dificuldades na rodovia.

“Meu carro já quebrou, e tive que deixar na estrada. Já quebrei a transmissão e a suspensão. Há poucos dias, bati nessa buraqueira; quebrou tudo no carro e tive que amarrar [as partes mecânicas da parte frontal do carro] com corda para ir embora.”

José Geraldo já tentou entrar em contato com o órgão responsável pela rodovia, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem), mas não obteve sucesso. O órgão estadual promete recapear a rodovia e asfaltar os trechos de terra (leia texto nesta página).

O irmão de José Geraldo, o sapateiro Eurípedes Vitorelli, 58, também já passou por problemas semelhantes. “Eu tenho que passar pelo capim para escapar das poças e buracos. Eu viajei pela Rionegro e Solimões na segunda-feira [dia 14], e custei a chegar em casa, porque deu uma chuva forte. Quando cheguei, meu carro enguiçou porque perdeu uma peça, e tive que ir no mecânico.”

“Dos sete quilômetros da fazenda até o Jardim Aeroporto, você gasta dez minutos para chegar quando o tempo está bom. Quando chove, demora meia hora. Aqui tem muita poça d’água e buraco, sempre encontro pessoas com carro estragado e peças que soltaram pela rodovia”, disse o administrador de uma fazenda de Restinga, Donizete Otávio, 48.

Para o cafeicultor aposentado Arnaldo Pagliaroni, a Rionegro e Solimões é descuidada o ano inteiro, não só quando chove. “O DER vem, joga um caminhão de pedra e não tampa. Quase todo mês você perde um pneu zerinho nela. Lixo então, não tem nem cabimento, tem dia que tem até cachorro e porco morto.”