08 de julho de 2026

Presidente do Castelinho sofre atentado a bomba


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O presidente do Castelinho, Clóvis de Castro (à dir.), em frente sua casa, após policiais desativarem a bomba

Três integrantes do Gate, um dos mais modernos grupos de táticas especiais da Polícia Militar e que atua em ocorrências de alto risco, se deslocaram de São Paulo a Franca, ontem, para desarmar uma bomba que havia sido jogada na noite anterior na casa do presidente do Castelinho, Clóvis Alberto de Castro. O artefato de fabricação caseira foi desativado sem que houvessem feridos. A ocorrência movimentou o setor policial e atraiu a atenção de dezenas de curiosos. A vítima acredita que o atentado tenha relação com as eleições do clube, marcadas para o dia 27. Ele disse que há dois meses vem sofrendo ameaças.

Clóvis saiu para jantar com a família na noite de quinta-feira. Quando retornou para sua residência, localizada no Jardim Ângela Rosa, encontrou em sua garagem um artefato feito com um tubo de PVC acoplado a uma garrafa de plástico, com combustível, e amarrado com fitas isolantes. O pavio não se queimou até o fim, o que evitou a explosão. Ele acionou a polícia e levou a família para um hotel. Vizinhos disseram ter ouvido dois estouros seguidos nas proximidades. A PM decidiu chamar o Gate. A precaução foi tomada pelo risco de o artefato explodir. Parte da rua foi isolada.

O dia amanheceu e a movimentação de viaturas e jornalistas fez aumentar a aglomeração de populares. Por volta das 11h15, os integrantes do Gate chegaram. Primeiro, fizeram fotos e analisaram o artefato. Determinaram que a faixa de isolamento fosse ampliada. Pouco depois, realizaram a desativação, processo que consiste em desintegrar a bomba com equipamentos próprios sem que ela exploda.

No interior do artefato havia pólvora e pregos. Em um frasco acoplado, gasolina. “Este material, provavelmente, falhou pois havia um estopim parcialmente queimado. Se fosse manuseado ou sofresse algum impacto, poderia causar danos e ferimentos”, disse o tenente Jean. Segundo avaliação do policial, se a bomba tivesse explodido próximo ao tanque de combustível do veículo, o estrago seria grande. “O dano poderia ter sido potencializado. A vítima correu riscos.”

O material foi recolhido e levado para ser periciado na delegacia. A autoria do atentado será apurada pelos policiais do 4º DP. “Instauramos o inquérito e a equipe de investigação está na rua. Vamos ouvir testemunhas e requisitar as imagens das câmeras de segurança”, disse o delegado Hélder Rodrigues.

Clóvis disse que é ameaçado desde o fim do ano passado por um ex-funcionário demitido. Ele afirma ter registrado três boletins de ocorrência para se preservar. Na manhã de quinta-feira, um homem teria ligado no clube e dito que iria no local às 7 horas “furar” alguém. A ameaça foi cumprida e seguranças particulares tiveram que contê-lo. A polícia trabalha com a possibilidade de ter relação entre as ocorrências.

No último domingo deste mês, os associados do Castelinho vão escolher o próximo presidente do clube. Cumprindo o segundo mandato, Clóvis não pode mais se candidatar e apoia seu atual vice. Ele acredita que as ameaças e o atentado sejam incentivados por opositores. Deverá se mudar do bairro por medida de segurança.