11 de julho de 2026

Onda de furtos em plena luz do dia apavora os moradores do Jovita


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Vítima de furto, na última quarta-feira, no Jovita de Melo, mostra porta arrombada pelos criminosos

Os moradores do Jovita de Melo saem de casa para trabalhar pela manhã e não sabem como encontrarão o imóvel quando voltarem. Uma onda de furtos, principalmente durante o dia, tem causado medo de deixar a casa sozinha. Somente neste ano, pelo menos quatro famílias foram vítimas de furtos, sendo a última na tarde de quarta-feira. Os ladrões levam de tudo, desde eletrônicos até comida da geladeira. A proximidade com uma mata e um pasto é apontada pelos moradores como principal motivo para a ação dos criminosos, que agem com tranquilidade tendo uma rota certa de fuga.

A mais recente vítima da ação de bandidos foi a família da dona de casa Aparecida Marinho, 51. Na quarta-feira, ao voltar para casa, eles se depararam com o portão da garagem e a porta da sala arrombados. Nem a cerca elétrica foi suficiente para inibir os criminosos. Do imóvel foram levadas duas TVs, bicicleta, joias e um home theater. “Encontramos uma das TVs e as joias jogadas na mata em frente à casa. Mas ela estava toda molhada”, disse Aparecida.

Duas semanas antes, a vítima foi um jovem de 23 anos que pediu o anonimato. Morador na rua Paulo Geron há cinco meses achou que tinha encontrado um bairro tranquilo, principalmente pelo fato do imóvel ficar em frente a uma mata. E foi justamente por ela que os ladrões fugiram com os objetos que furtaram dele - Xbox, notebook e roupas. Apenas alguns jogos de videogame foram recuperados. “Como a cerca elétrica não foi suficiente para proteger a casa, instalei alarme. Mesmo assim não estou me sentido seguro”, disse o jovem.

Já a empresária Elaine Valin, 36, pretende tomar uma decisão mais radical. Depois de ser furtada cinco vezes, a última dela no começo de janeiro, pensa em procurar outro bairro para morar. “Levaram TVs, roupas, joias e até comida. Acredito que já tivemos um prejuízo de R$ 20 mil.” Na última ‘visita’ dos criminosos, o alarme disparou, mesmo assim eles ainda tiveram tempo de pegar duas bicicletas e sair pelo portão da frente em plena luz do dia. “Desanimei com tanta insegurança.”

O bairro é pequeno e por isso em praticamente toda rua tem alguma família que já foi furtada ou conhece alguém que foi vítima. Até pouco tempo, a comerciante Zélia Moraes, 47, conhecia apenas as histórias contadas por clientes. Zélia, que montou uma pequena padaria em frente sua residência, agora engrossa a lista de vítimas de insegurança. “Há 15 dias, entrei em casa e deixei o comércio sozinho. Em menos de cinco minutos roubaram o caixa (R$ 80).”