As áreas de lazer dos bairros Parque Santa Adélia e Jardim Palmeiras, construídas para proporcionar diversão aos moradores, hoje só inspiram pavor e insegurança nas comunidades. Isso porque os espaços foram “esquecidos” pelo poder público e adotados por mendigos e usuários de drogas. Em ambos os casos, a iluminação é precária, o mato tomou conta e pessoas invadiram vestiários. Os vizinhos, que convivem com o medo de terem suas casas furtadas, usaram o quadro Ronda 1030, da Difusora AM, para pedir soluções às autoridades.
No Parque Santa Adélia, o problema está localizado no cruzamento da rua Dr. Afonso Infante Vieira Filho com a avenida Orlando Dompieri, onde há um terrão - campo sem grama. Porém, não é a população que está usufruindo o espaço. Segundo os reclamantes, o lugar foi tomado por moradores de rua, que incomodam pedindo esmolas nas residências e estabelecimentos comerciais. O vestiário, invadido, precisou ser fechado pela Prefeitura.
O morador Agenor Arantes, vizinho do local, não consegue deixar sua casa tranquilamente. Já foi furtado três vezes. “É bandidagem, mato, falta de iluminação, insegurança total. Tem o vestiário abandonado que já foi fechado, mas é invadido pelos bandidos”, reclamou Arantes. No mesmo bairro, há também uma APP (Área de Preservação Permanente) e um grande terreno tomado pelo mato, sem manutenção da Prefeitura. “Estou ligando no setor de obras [da Prefeitura] e eles não atendem. Quando eu falo que é do Santa Adélia, eles desligam o telefone”, completou a comerciante Vilma Andrade.
VIROU MORADIA
No Jardim Palmeiras, o problema é parecido e tira o sono da população. O terrão localizado no cruzamento das ruas Antônio Fortunato de Oliveira e Manoel Iginio Leal, de acordo com os moradores, está abandonado. Segundo a pespontadeira Sandra da Silva Toledo, o local virou abrigo de drogados. “O campo que tem aqui, uma área para a gente brincar, virou mato. Tem um pessoal morando no vestiário. Já foi chamada a polícia, mas não resolveu nada.”
O Comércio esteve no bairro na tarde de ontem e constatou o problema. Roupas estavam penduradas na porta do vestiário. Vizinhos do local preferiram não dar entrevistas porque, segundo eles, “a coisa é feia”.
Uma “moradora” do espaço público, uma sapateira desempregada de 37 anos, foi abordada pela reportagem. Ela confessou ser usuária de crack. Tem três filhos, que moram com a irmã no mesmo bairro. Disse que só sai de lá “algemada”.