O corpo de um homem foi encontrado boiando em uma represa na fazenda Santa Terezinha, zona oeste da cidade, na manhã de ontem. Segundo o dono da propriedade, que preferiu não divultar seu nome, funcionários já haviam visto “alguma coisa” flutuando na água, na última segunda-feira, mas apenas ontem puderam identificar que se tratava de um cadáver. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram chamados e retiraram a vítima das águas. Segundo o soldado que mergulhou na represa, o corpo não apresentava sinais de violência e pelos trajes em que foi encontrado - sem calçados-, é possível que ele tenha entrado na represa por conta própria. Como não portava documentos, as autoridades não conseguiram identificar a vítima. Agentes do IC (Instituto de Criminalística) foram chamados para periciar o local. O corpo foi encaminhado para IML (Instituto Médico Legal).
Logo após ser informado por um funcionário de que havia uma pessoa afogada às margens de sua represa, o proprietário da fazenda Santa Terezinha discou no 190. “Chamamos imediatamente a polícia, porque não é normal ninguém entrar nessa água para nadar ou pescar, ainda mais num tempo assim (chuvoso)”, disse o homem de 80 anos.
Segundo informações dos policiais que estavam no local, a água escura e o excesso de mato às margens da represa podem ter atrapalhado a identificação imediata do cadáver. “Os funcionários disseram que viram algo boiando na água desde de segunda-feira, mas na posição em que estava não dava para identificar se era um corpo ou não. Nesta manhã é que ele ficou mais perto da margem e o pessoal viu o que era”, explicou o Cabo Fransérgio da Polícia Militar.
O soldado Klaus, do Corpo de Bombeiros, foi quem entrou na água e retirou o cadáver para posterior averiguação da Polícia Científica. Ele adiantou que, aparentemente, o corpo não apresentava nenhuma lesão. “Com a chegada dos peritos pudemos virar o cadáver e ver que não há sinais de violência nem marcas de perfuração ou corte. Isso nos leva a acreditar que trata-se de um afogamento.”
O corpo foi transportado para o IML (Instituto Médico Legal), onde o legista realizou exames clínicos, fotografou e colheu as impressões digitais da vítima para futura identificação. De acordo com funcionários, algumas pessoas com parentes desaparecidos visitaram as instalações do instituto, mas não houve identificação. A descrição física do afogado é de um homem negro, alto e cabelo curto. Tendo sido encontrado usando calças jeans e camisa escura. Em decomposição, o corpo será sepultado ainda hoje. Caso não seja identificado, será enterrado como indigente no Santo Agostinho.