10 de julho de 2026

Igrejas investem pesado para reforçar a segurança nos prédios


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Pedreiros aumentam muro lateral de igreja evangélica no bairro Estação. Local recebe investimento de

Templos religiosos de vários bairros estão reforçando sua segurança contra a ação de bandidos que invadem os prédios à procura de dinheiro, instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos. No começo deste mês, uma unidade da igreja evangélica Assembleia de Deus, no Jardim Martins, zona oeste da cidade, foi furtada e acabou tendo problemas para realizar seus cultos, já que os bandidos levaram toda a aparelhagem de som.

O vice-presidente da comunidade evangélica Assembleia de Deus, no bairro Estação, pastor Adriano Oliveira, perdeu as contas de quantas vezes o prédio foi invadido por ladrões e vândalos. A última delas aconteceu na virada do ano, quando um desconhecido quebrou o vidro da porta que dá acesso ao salão principal. “Ele destruiu o vidro temperado ao invés de arrombar a fechadura, que é ligada a um sensor de alarme. Felizmente, outro sensor que fica na parte de dentro disparou e ele fugiu sem levar nada”, disse o pastor Cristovão Ferreira, 31, que presta serviços administrativos.

Desde este último incidente uma série de medidas vêm sendo tomadas para aumentar a segurança. Ao todo, serão investidos R$ 45 mil em 2013 e o pastor garante que quase metade deste montante já foi gasto. Os muros laterais subiram um metro e receberão cercas elétricas com alarme nos próximos dias. Quinze câmeras foram espalhadas em diversos pontos para vigiar quem entra e sai da igreja. No salão principal, outra câmera - capaz de vigiar em todos os ângulos possíveis, foi instalada ontem. “Ao menor sinal de invasão, um torpedo é enviado para 10 celulares pré-programados informando que o local foi violado”, comentou o técnico de segurança Cassiano Alberto Arcolino, 23.

Com poucos recursos, a paróquia Santa Rita apelou para grades de proteção nas entradas da igreja e lacrou a área destinada à celebração das missas. “Tivemos um furto há dois meses onde foi levado todo o dinheiro do dízimo”, explicou uma secretária da paróquia, que não quis se identificar. Agora, a pessoa que desejar entrar no salão para rezar, fora do horário de missa, deve passar pela secretaria e se identificar.

Procurada pela reportagem, a Diocese de Franca não soube precisar quantas paróquias passaram por alguma reforma para melhorar sua segurança predial, explicando que cada uma delas tem autonomia para promover reformas e melhorias.

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descartou qualquer relação entre os furtos registrados em entidades religiosas da cidade, limitando-se a dizer que nenhum inquérito em andamento identificou qualquer quadrilha especializada neste tipo de delito.