08 de julho de 2026

S. Paulo de Tebaida


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“Paulo” significa “pequeno”

Paulo de Tebaida é considerado o eremita precursor do estilo de vida solitário, retirado do mundo, habitando cavernas e lugares ermos, longe de qualquer burburinho humano, na mais completa solidão. Era homem muito rico e de educação esmerada que, na perseguição do imperador Décio, refugiou-se na casa da irmã. Temendo, então, que o cunhado o denunciasse para ficar com a herança, fugiu para as montanhas desertas e afeiçoou-se à vida de solidão. Descobriu uma caverna, uma fonte e uma velha palmeira, e ali passou o resto da vida. Conta a tradição que tal era seu isolamento que, ao ser visitado por S. Antão, o pai dos monges, quis saber: “Dizei-me, como vai o gênero humano? Ainda se fazem novas casas nas velhas cidades? Sob que império está o mundo?” Aos 113 anos, sentindo que Deus o chamava, pediu ao amigo Antão fosse buscar o manto de S. Atanásio, para envolver-lhe o corpo, querendo dizer com isso que morria em comunhão com a Igreja.

S. Marcelo I

“Marcelo” quer dizer “pequeno martelo”

Marcelo foi o sucessor de Marcelino nos primeiros anos do século IV. De origem romana, sua família exerceu grande influência na cidade de Roma. O imperador romano Diocleciano, responsável pela sangrenta perseguição aos cristãos em 3003, abdicou em 305, prenunciando um tempo de relativa paz, favorável ao cristianismo. De fato, em 313, promulgou-se o Edito de Milão, em que se reconhecia solenemente “a liberdade de consciência e a igualdade perante a lei de todos os cultos no mundo romano”. Coube ao pontífice Marcelo reorganizar a vida da Igreja e acompanhar a restituição dos bens eclesiásticos (cemitérios, templos, etc.) que haviam sido confiscados pelo Estado. Esse período de transição de uma fé vivida na clandestinidade para uma fé reconhecida pelo Estado e celebrada publicamente foi marcado por intrigas e desavenças. S. Marcelo foi exilado pelo imperador Maximiano e, no exílio, condenado a viver numa estrebaria e a cuidar de cavalos. Por esse motivo é tido como protetor dos palafreneiros ou cavalariços.

Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.