Tiros de revólver e discussões por motivos passionais, entre vizinhos ou em bares foram os maiores motivadores de homicídios em 2012. Segundo levantamento do Comércio, foram 19 homicídios -sendo um registrado pela polícia, mas não confirmado depois pelos legistas - e um latrocínio. Dessas vítimas, oito morreram a bala e seis se envolveram em discussões acaloradas que terminaram mal. O número ultrapassou as 14 mortes registradas em 2011, e fez do ano passado o mais violento dos últimos três (leia texto nesta página).
Ainda de acordo com o levantamento da reportagem, das mortes totalmente ou parcialmente esclarecidas pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), seis foram resultado de brigas por ciúme ou outro motivo, geralmente fútil. Um homem e uma mulher foram vítimas de latrocínio ou tentativa do crime.
Oito dos assassinatos foram consumados com armas de fogo e seis com facas ou facões. Três pessoas foram mortas a pauladas e pedradas e uma, por estrangulamento.
De acordo com o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), é difícil se evitar um crime com motivação passional. “Temos um latrocínio - a pessoa reagiu ao assalto - e casos com motivação passional e desentendimentos dentro de bar”, diz o delegado.
Porém, segundo o levantamento do Comércio, seis crimes tiveram origem no tráfico ou no uso de drogas.
Os dois últimos do ano, registrado em novembro, na Vila Raycos, tiveram relação um com o outro. De acordo com a polícia, os assassinatos de Carlos Augusto Osório, 20, conhecido como “Di Menor”, ocorrido na noite de 26 de novembro, e de Uelton Hermano dos Santos, 24 anos, o “Ribeirão”, registrado quatro dias depois, foram comandados por traficantes que atuam na Vila Raycos. Uelton, ainda de acordo com a Polícia Civil, é um dos autores do primeiro homicídio no bairro.
SEM PISTAS
A morte do sapateiro Ederley Custódio de Oliveira, 31, executado com 12 tiros dentro da casa onde estava morando, em um sítio no Jardim Aeroporto, é o único crime do ano passado não elucidado pela DIG. Em todos os outros, suspeitos foram presos ou indiciados.
No caso da jovem de 17 anos encontrada morta em outubro em um terreno baldio da rua Padre Conrado, no Jardim Integração, não ficou confirmado se foi homicídio. A vítima, a princípio, teria sido assassinada por estrangulamento após, supostamente, ter mantido relações sexuais com o autor. A polícia registrou o caso. No entanto, segundo análise dos médicos legistas, a moça não tinha nenhum sinal de violência.
Clique na imagem para ampliar: