10 de julho de 2026

Samu de Franca decidirá por internações em dez cidades


| Tempo de leitura: 2 min
O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) acredita que o novo modelo de regulação vai melhorar a triagem de pacientes

A partir do dia 21 o Samu de Franca assumirá a responsabilidade de regular as internações dos pacientes de Franca e outras nove cidades na Santa Casa. Há cinco anos, a decisão de liberar ou não o leito para os pacientes está nas mãos do governo do Estado. Com a mudança, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) espera tornar o atendimento aos usuários mais rápido, reduzir as reclamações e disciplinar a remoção de pacientes de municípios vizinhos ao hospital. O órgão vai gerenciar o fluxo de internações em Franca e nas cidades de Restinga, Rifaina, Pedregulho, Jeriquara, Ribeirão Corrente, Cristais Paulista, São José da Bela Vista, Patrocínio Paulista e Itirapuã.

Alexandre afirmou que o novo modelo de regulação de vagas vai melhorar a triagem e ajudar a brecar a remoção de pacientes de outras cidades à Santa Casa de Franca quando o quadro não justificar a internação. De acordo com o prefeito, hoje o transporte à cidade não é feito com critério pelos municípios vizinhos. “A regulação, além de agilizar o processo de internação, vai diminuir o abuso que a região tem em relação a transporte de pacientes para Franca sem necessidade, tirando vaga dos nossos pacientes.”

A dependência da autorização, classificada pelos adversários de Alexandre nas eleições de “fax da morte”, foi um dos um dos temas mais explorados durante a campanha. Pelo modelo atual, quando um paciente está no pronto-socorro e precisa ser internado, o médico entra em contato com a Cros (Central de Regulação de Ofertas de Serviço de Saúde), em São Paulo, e faz o pedido. Cabe ao médico de lá avaliar. Em seguida, ele entra em contato com a Santa Casa para autorizar ou não a transferência.

Agora, o contato será feito na central do Samu. “O objetivo é dar a assistência o mais rápido possível. A regulação vai diminuir muito o tempo para a solução do problema do usuário, além de melhorar o diagnóstico, o tratamento e, consequentemente, minimizar os danos da doença que a pessoa apresentar”, afirmou Alexandre.

O Samu conta com uma equipe de 78 funcionários ligados ao município. Na próxima semana, parte do grupo será treinada para operar a central de regulação de vagas, cuja existência é prevista por portaria do Ministério da Saúde. Segundo o prefeito, o novo serviço não vai interferir no trabalho de socorro a vítimas de acidentes e também não representará gasto extra. Haverá um médico exclusivo para cuidar da regulação. “Não terá nenhum efeito negativo. Muito pelo contrário. A melhoria da qualidade do serviço é o que a gente busca. O Samu só vai avaliar se é caso de internação, se o paciente vai direto para a Santa Casa ou não.” O governo federal repassa ao município cerca de R$ 150 mil por mês para auxiliar no custeio da central.