16 de março de 2026

Profecias


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Nos últimos dias conseguimos tirar algumas horas para curtirmos uma ‘verdadeira preguiça’. Assistindo a programas de televisão vimos vários ‘profetas’ divulgando, segundo suas análises, o ‘que acontecerá’ no ano de 2013. No sentido etimológico o profeta (prophèteia) é um embaixador divino: aquele que fala em nome de Deus e explica a sua vontade

Vimos as mais diversas previsões, muitos justificando a profecia Maia para o fim do mundo, outras esportivas, artísticas, agrícolas, etc., mas gostaríamos de comentar as previsões divulgadas para a área econômica. Apesar de não poder ser comparadas as “profecias” estão muito próximas, pois muitos economistas acreditam que fala em nome de um deus menor, chamado mercado!

São interessantes as argumentações defendidas em tais debates, pois analisando chegamos à conclusão de que todas estão baseadas em informações “privilegiadas” que é, em tese, a “salvação” das previsões. Porém, como o acaso e a oportunidade existem, obviamente o futuro ocorrerá e será o que formos aptos para fazer, dependendo de nossa capacidade e conhecimento para agir diante de situações reais. A propósito Platão já dizia: “Deus governa todas as coisas e... o acaso e a oportunidade colaboram com ele na condução dos negócios humanos” (Laws, IV, 709-A). Fazer profecias, principalmente na área econômica, é uma atividade muito arriscada, pois queiram ou não, seremos o que a nossa ação nos levar a ser.

Sabemos que o tema aqui tratado não é dos mais agradáveis, mas para nós que estudamos e nos formamos na Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis, hoje Unifacef, assistindo aulas de ilustres e capacitados professores, em nossa humilde opinião, para um desenvolvimento real que se mantenha a longo prazo é necessário que o quadro institucional seja seguro e não como ocorre atualmente através de um sistema constitucional comprometido pela insegurança das leis (onde se governa através de medidas provisórias); que o governo deixe de ser o maior descumpridor da legislação vigente; que liberte a economia do excesso de regulamentação que impede o pleno funcionamento dos mercados e da iniciativa individual; e principalmente aceitar que o crescimento depende, basicamente, do capital humano, do nível de educação da população, de sua saúde, do “saber fazer” diante de situações provocadas pelo mercado.

Como dissemos inicialmente, assistimos a debatedores apenas ratificando aquela máxima de que: “economistas passam a metade do tempo tentando fazer previsões do que irá ocorrer e utiliza a outra metade na tentativa de justificar porque suas previsões não se realizaram”. Enfim, a verdade é que enquanto continuarmos aceitando que somas fabulosas continuem a circular de mercado em mercado em nosso planeta, dinheiro este especulativo que não guarda ligações com fatores concretos, manipulados por uns poucos indivíduos inescrupulosos e ambiciosos em detrimento de bilhões de pessoas, não haverá previsões (profecias) que possam efetivamente antever uma melhor distribuição de renda na sociedade, capaz de atender ao mínimo necessário para a sobrevivência digna de todos os seres humanos em nosso planeta.

O AMOR
No final do ano nos perguntaram porque lemos tanto e queremos saber de tudo. A resposta é bem simples, pois o principal objetivo da vida humana é adquirir conhecimento do nosso Ser Interior. Esta é a verdadeira meta da vida. A vida humana encontrará realização se esta meta for atingida. A habilidade para distinguir entre o que é permanente e o que é transitório, a habilidade de controlar os sentidos, o anseio pela liberação e a auto-indagação, todas estas qualidades auspiciosas dependem da devoção. A palavra devoção significa amor puro, imaculado e altruísta por Deus. Neste mundo, nenhuma outra virtude é maior que o amor. Amor é verdade, amor é retidão e amor é riqueza. Este mundo se originou do amor, é sustentado pelo amor. Cada átomo tem sua origem no amor. Neste mundo existem inumeráveis poderes, tais como o poder atômico, magnético, etc., mas o poder do amor ultrapassa todos eles. A vida sem fé e amor é inútil e sem sentido. Para o homem neste mundo, o amor é vida e amor é tudo. O amor brilha resplandescentemente em cada indivíduo. Mas, infelizmente o homem atual, não sendo capaz de compreender o significado do amor, atribui um relacionamento físico a ele explorando a sexualidade e não o amor.

ANO NOVO, VELHOS PROBLEMAS
Caro leitor, nos desculpe, mas já se tornou rotina a todo início de ano comentar sobre as enchentes e os transtornos provocados pelas chuvas e neste início de 2013 não é diferente, pois mais uma vez os noticiários sobre as calamidades estão nas primeiras páginas. A questão é de omissão do Estado e quando dizemos Estado estamos nos referindo a União, Estados-membros, Distrito Federal e aos municípios, que nestes momentos apenas se reúnem, concedem entrevistas e prometem... Porém, a população verifica no ano seguinte, com a repetição destas calamidades, que as promessas anteriores mal saíram do papel. Isso é Brasil!

POSSE DE CONDENADO
É com tristeza que assistimos à posse do deputado José Genoino. Não seria melhor aceitar a punição imposta judicialmente e renunciar deixando para o próximo suplente à vaga, minimizando as perdas que o Partido está tendo diante do seu eleitorado? Isso sim seria gesto digno e de grandeza para com o partido. Em conversas ouvimos de muitos simpatizantes do PT que estão decepcionados com as decisões tomadas pela cúpula petista, que não dá ouvidos às bases do partido.

CLIMA
Apesar das “solenes” promessas efetuadas em todas as conferências mundiais para defesa do meio ambiente, nenhum governo realmente cumpre na totalidade o pactuado. Para nós ambientalistas a cada ano possivelmente teremos alguns colapsos naturais imprevisíveis, em razão do descaso de todos nós, consumistas que esbanjamos recursos não renováveis.

Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninhomenezes@comerciodafranca.com.br