09 de julho de 2026

Prefeito de Franca anuncia extinção de cargos comissionados


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Alexandre Ferreira diz que cortes visam otimizar recursos: ‘Teremos maior controle na execução dos serviços’

A esperança de partidos aliados na campanha eleitoral de se acomodarem no governo de Alexandre Ferreira (PSDB) sofrerá novo golpe após terem sido excluídos do alto escalão. O cargo de secretário adjunto será extinto pelo prefeito. A avaliação interna é de que a função pagava muito e não apresentava os resultados esperados. Traduzindo: funcionava mais como um caro cabide de emprego. Os adjuntos recebiam R$ 5,3 mil, pouco menos que os secretários. A reforma administrativa também afetará as coordenadorias, que serão reduzidas. A medida não resultará em economia, já que a sobra de dinheiro será destinada para cargos de menor salário que serão criados.

A Prefeitura tem 12 cargos de secretário adjunto e 27 coordenadorias, cujos ocupantes recebem R$ 5,3 mil. Um secretário municipal, cujas atribuições e responsabilidades são muito maiores, ganha R$ 5,7 mil. Os adjuntos vão deixar de existir. Alexandre avalia que também há muito coordenador para poucos coordenados. Por isso, decidiu reduzir a função. A quantidade de corte ainda está sendo definida.

Com a economia, Alexandre pretende abrir mais funções com salários menores que serão preenchidas por servidores de carreira. “A intenção é otimizar os recursos. Pretendemos criar condições de ter chefia em vários pontos da Prefeitura e não um chefe ganhando um valor muito alto. Com um salário de coordenadoria, a gente consegue pagar oito ou nove funções gratificadas.”

O funcionário que ocupa a Função Gratificada (FG) ganha apenas R$ 600 a mais além do salário de servidor municipal. Alexandre acredita que o aumento de FGs permitirá uma melhor condição de gerenciamento nos núcleos de trabalho. “A alteração não resultará em aumento e custo para a Prefeitura. A gente vai transformar as coordenadorias em cargos menores, que perfazem o mesmo valor. É uma organização administrativa que permitirá maior controle na execução dos serviços.” Segundo Alexandre, os novos postos serão preenchidos por servidores concursados do município que têm condições de gerenciar o serviço em que trabalham.

Se por um lado, a reforma possibilitará a otimização dos recursos, como acredita o prefeito, por outro já está provocando reações adversas entre os atuais detentores dos cargos que relutam em abrir mão do salário. “Claro que as pessoas vão achar ruim, pois vamos ter que tirar postos de trabalho que têm um salário muito alto. Infelizmente, temos de tomar estas medidas. O nosso papel é cortar custos, otimizar recursos e fazer uma administração mais bem feita e mais enxuta.”

Alexandre Ferreira ainda avalia as alterações e pretende concluir a reforma até a próxima semana. Em seguida, encaminhará um projeto de lei à Câmara Municipal em que explicará seus objetivos e pedirá autorização para criar os cargos que vão absorver as funções feitas pelas atuais coordenadorias.