A expressão ‘ano novo, vida nova’ é com certeza bastante utilizada nessa época. Em função do ano que começa, cria-se uma perspectiva cheia de esperança. Afinal, é o novo que sinaliza como um futuro desconhecido e por isso mesmo pleno de novidades inerentes ao próprio ato de viver. Um futuro que é fruto das ações de cada um, mas que traz também o tempero e os condimentos do acaso e da esfera social na qual todos seguem navegando.
Por isso, as pessoas se entregam aos planos. Olham para trás e analisam o que não deu certo. Ponderam os motivos, vasculham as causas e acabam por tirar algumas lições. Por estarem no silêncio de suas consciências, geralmente são sinceras, mesmo que essa sinceridade lhes traga algum desânimo na alma. Com os resultados dessa análise, e em função de seus novos desejos e aspirações, se entregam à construção dos objetivos e das estratégias com as quais pretendem atingi-los.
Nesse sentido, esse momento torna-se importante na vida de cada um. Um momento simbólico, é verdade, já que todo mundo sabe que nada vai mudar em sua vida de um dia para o outro, salvo algum acidente ou a sorte grande da Mega Sena, da qual desfruta um apostador de Franca. Mas todos entram nos primeiros dias do ano como saíram do anterior ou como entraram em vários outros dias normais.
Sabemos que todas as mudanças sonhadas em planos futuros só se concretizarão por meio de ações. Só os passos seguros poderão inventar o futuro, porque os dias e as horas continuarão correndo como sempre correram, indiferentes às datas, à alegria, aos objetivos ou à esperança de cada pessoa.
Mas não importa, é esse simbolismo que conta. Um simbolismo regado a champanhe e cercado por familiares e amigos. Um simbolismo trazido pelas festas e rituais. É por meio dele que as pessoas buscam as forças necessárias para superarem os fracassos que vivenciaram no ano que se foi. Também por meio dele é que arregimentam as expectativas e a esperança necessárias para organizar seus planos. E dessa forma seguem revigorados para mais um ano de lutas, conquistas e frustrações.
Em função de tudo isso, o jornal Comércio da Franca torce para que os seus leitores acreditem e se inspirem nesse simbolismo. Que comemorem, façam planos, chorem os fracassos, e que, sobrtudo, estejam preparados para fazer a diferença em 2013.
A despeito de todas as crenças e de todos os rituais, de todas as festas e comemorações, sobra apenas uma certeza. Se um dia chega apenas quando outro termina, também é preciso que um ano se vá para que outro ano aconteça. Um grande 2013 a todos.