08 de julho de 2026

Brasil no rumo certo


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Dilma acredita que o Brasil vai crescer mais. Em seu último pronunciamento disse que o país está no rumo certo 

Em seu último pronunciamento do ano e em uma conversa descontraída com jornalistas a presidente Dilma Rousseff fez o que se espera de um líder político. Terminou o ano trazendo otimismo para seus cidadãos. Enalteceu as realizações de seu governo, elogiou a equipe, dirimiu a importância dos conflitos que enfrentou, convocou os empresários a investirem no país, garantiu o barateamento do preço da energia e afirmou que o país vai crescer ainda mais e que está no rumo certo.

Até aí, tudo bem. Discurso é discurso e faz parte da política. Agora, se empresários, jornalistas e toda a população vão acreditar em suas promessas e em suas previsões isso já é outra história bem diferente.

De forma geral, talvez até a presidente tivesse direito a um crédito de toda a população. Afinal, nas últimas décadas, a despeito de partidos ou ideologias, o país cresceu com consistência, as classes de baixa renda melhoram suas condições de vida e aderiram até mesmo a esferas de consumo que nunca tinham atingido em nossa história, passando também a viajar, a comer fora de casa, comprar automóveis e casa própria. Além disso, o Brasil atravessou de forma razoavelmente tranquila a crise econômica de 2008 e tornou-se uma das potências emergentes ao lado de gigantes como China, Rússia e Índia.

Se considerássemos com mais atenção toda a história política, social e econômica desse país, só isso já seria suficiente para deixar as pessoas mais esperançosas em relação a 2013, até porque essas épocas são mesmo de renovação de energia e esperança no futuro.

O problema, porém, é que a crise mundial continua nos espreitando com olhos gulosos, esperando uma mínima brecha para entrar em nosso cotidiano e arrefecer o entusiasmo que nos últimos tempos nos fez orgulhosos de sermos brasileiros. Para agravar a situação, os erros sucessivos na previsão do crescimento da economia, sempre para baixo, motivaram críticas e desconfiança de uma das principais revistas de economia do mundo, a The Economist, o que já é um sinal bastante ruim em termos de credibilidade junto ao mercado internacional e, principalmente, em relação aos investimentos produtivos de longo prazo.

Dentro desse contexto, é preciso que a presidente se conscientize de que discursos não serão suficientes para fazer o ‘pibinho’ de 2012 se transformar no ‘pibão’ de 2013. Em política e economia, infelizmente, não vale a máxima do querer é poder, já que os interesses que perpassam essas realidades são muito divergentes.

Para reverter essa situação e colocar o país em rota de crescimento será necessário que a presidente trabalhe para diminuir o tamanho do Estado e para aprovar as necessárias (e atrasadas) reformas estruturais que os últimos governos ensaiaram iniciar, mas não tiveram a coragem de implementar.

Não será fácil, mas será fundamental.