09 de julho de 2026

Alexandre Ferreira assume com o desafio de buscar recursos


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Alexandre Augusto Ferreira, 45, é servidor concursado do município há 20 anos. No começo da carreira, fez visitas de casa em casa e entrou em córregos para ajudar a combater o mosquito da dengue. Chefiou a Vigilância Sanitária e foi secretário de Saúde e de Desenvolvimento. Em outubro passado, recebeu 95,2 mil votos e venceu a primeira eleição que disputou em sua vida.

Neste dia 1º, deixará o “chão da fábrica” e assumirá a cadeira mais cobiçada da Prefeitura. Ao contrário de Sidnei Rocha, que reclamava de ter herdado uma herança maldita do PT em 2005, ele pegará uma administração com as contas equilibradas e com um pacote de obras para inaugurar. Também não deve enfrentar dificuldades no relacionamento com a Câmara de Vereadores. A bancada governista será maioria no plenário. Com um orçamento enxuto, Alexandre afirma que sua prioridade será buscar recursos que possibilitem investimentos.

O sucessor de Sidnei Rocha vai administrar um Orçamento superior a meio bilhão de reais no primeiro ano de seu governo. A Prefeitura terá uma receita própria de R$ 558,5 milhões em 2013 contra os R$ 477 milhões deste ano. Mas, a maior parte dos recursos ficará comprometida com o custeio da máquina e com aplicações obrigatórias.

Para compensar a baixa arrecadação, Alexandre montará um núcleo com a finalidade de elaborar projetos e buscar recursos nos governos federal e estadual. Para obter êxito na empreitada, pretende se aproximar dos deputados Marco Ubiali (PSB), Gilson de Souza (DEM) e Roberto Engler (PSDB).

“Apesar de a Prefeitura estar numa condição boa, nossa capacidade de investimento é muito baixa. Então, temos que buscar dinheiro fora. Vamos criar uma rede de relacionamento mais próxima com Brasília e São Paulo. Pretendo usar mais os nossos deputados. Ações políticas e projetos bem feitos vão ajudar na obtenção das verbas.”

A não ser a busca por mais dinheiro, Alexandre diz não ter outra ação prioritária traçada. Um dos desafios será melhorar o atendimento na Saúde, área que comandou por seis anos e que recebeu a menor nota entre os serviços prestados pelo município em pesquisa de avaliação popular feita pelo Instituto Datalink e divulgada pelo Comércio no sábado. A eterna crise da Santa Casa e a falta de vagas em creches e moradias populares também serão “abacaxis” que o próximo prefeito terá que descascar.

HERANÇA
Durante evento de prestação de contas, realizado na última quinta-feira, Sidnei anunciou que deixa a Prefeitura com 27 obras em andamento para serem inauguradas nos primeiros seis meses de 2013. Juntas, elas somam um investimento de R$ 80 milhões. Caberá a Alexandre inaugurar o viaduto da Major Nicácio, o pronto-socorro do Jardim Aeroporto, a Casa do Artista e quase duas dezenas de creches e escolas. “Isto, é o que todos os administradores deveriam fazer: Permitir que a cidade continue crescendo mesmo numa mudança de governo. O que, normalmente, as pessoas fazem é terminar as obras antes, no período eleitoral, para tentar ganhar as eleições e, com isto, quem perde é o povo”, disse o prefeito eleito.

Alexandre iniciará o mandato com amplo apoio na Câmara Municipal. Embora o PTB e o PSB ameacem criar problemas por não terem sido contemplados com cargos no alto escalão do governo municipal, a única oposição declarada entre os 15 vereadores da próxima legislatura é Márcio do Flórida, do PT. Se nenhuma surpresa de última hora acontecer, o tucano Jépy Pereira, líder de Sidnei Rocha no plenário, será o presidente do Legislativo em 2013. Cenário melhor para quem vai assumir a Prefeitura não há.