11 de julho de 2026

Negócios: procura por consórcios em Franca cresce até 48% no ano


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VANTAGEM - A designer de sobrancelhas Michelle Ferreira mostra o carro que comprou usando carta de crédito de consórcio

O sonho de adquirir a casa própria, trocar de carro, realizar uma viagem e, por que não dizer, fazer aquela tão desejada e aguardada cirurgia plástica tem feito muitos francanos optar por uma forma diferente de conseguir crédito: o sistema de consórcios. Somente neste ano empresas do ramo, agências bancárias e concessionárias da cidade registraram alta de até 48% na procura por cotas. Nas agências do Banco do Brasil da regional Franca, por exemplo, foram vendidos neste ano 3 mil consórcios ante os 2,3 mil comercializados em 2011. Na concessionária de motocicletas Hido Motos, o número de cotas fechadas passou de 320 no ano passado para 400.

Procurado principalmente por consumidores que não querem um bem de maneira imediata, o consórcio funciona como uma poupança comum onde é possível a aquisição de um produto ou serviço a partir de uma carta de crédito sorteada mensalmente. Há ainda a possibilidade de o participante dar um lance e ser contemplado antes.

A diretora do Consórcio Luiza, Edna Honorato, explica que o consórcio é uma alternativa de compra e investimento segura e voltada para todos os públicos, sem restrições. “Qualquer pessoa física ou jurídica pode adquirir uma cota. São vários os valores e bens ou serviços disponíveis.” Neste ano, a empresa registrou até setembro aumento de 48% nas vendas de consórcio de imóveis e 26% no de serviços. “Todo mês tivemos a entrada de novos clientes, seja para comprar um bem ou serviço, como reforma da casa, viagem ou estética.” O Consórcio Luiza não informou a quantidade de clientes em cada segmento.

Para Edna, a burocracia em torno do financiamento e as vantagens do consórcio, como a ausência de juros e o parcelamento integral do valor do crédito, acabaram por beneficiar a busca pela segunda modalidade. “Como as restrições de crédito para financiamento estão cada vez maiores, o consórcio passou a ser mais procurado, principalmente por quem não tem a disciplina necessária para guardar dinheiro todo mês.” Também contribuiu para o aumento da procura o fato de a modalidade possuir taxas menores e ter menos tempo de duração. No Consórcio Luiza, por exemplo, as cartas de crédito variam de R$ 35 mil a R$ 180 mil, para pagamento em até 180 meses.

Em razão dos altos valores das cartas de crédito, o consórcio de imóveis é o que gera maior volume de negócios, porém o de veículos, principalmente motocicletas, ocupa o primeiro lugar entre os mais procurados (leia matéria nesta página).

De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, até julho o valor médio do consórcio imobiliário na cidade era de R$ 149,8 mil enquanto o de automóveis estava na faixa de R$ 34,6 mil.

As agências da Caixa em Franca comercializaram neste ano, no período de janeiro a julho, 59 cotas de consórcios. No Banco do Brasil, a demanda por consórcios desses dois segmentos na cidade correspondeu a 95% das vendas.

A designer de sobrancelhas Michelle Ferreira, 28, faz parte das estatísticas. Ela fez seu primeiro consórcio em outubro, após ouvir indicações de dois irmãos que já haviam utilizado a ferramenta. Antes, porém, fez simulações de financiamentos em diferentes agências bancárias.

“Achei mais vantajoso o consórcio, pois como não tem juros saiu mais barato”, disse a jovem, que adquiriu uma carta de crédito de veículo. “Resolvi fazer um consórcio de R$ 10.090 para um carro e, como tinha uma reserva, dei um lance perto do dia do sorteio e peguei o crédito.” Com a entrada, o valor dividido em 40 vezes diminuiu de R$ 301 para R$ 179,80. Foi tudo muito rápido e já estou com o carro.”