10 de julho de 2026

Trânsito de Franca deixa sete pessoas feridas por dia


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Policial militar observa Yamaha Fazer sob as rodas de caminhão, ontem, na avenida Emílio Paludetto, na Vila Real. O condutor, Amílton César Matias Pereira, passou por cirurgia e está internado na Santa Casa de Franca

A cada dia, sete pessoas se ferem - seja de moto, carro, caminhão ou a pé - no trânsito de Franca. De janeiro até novembro deste ano, foram 2.311, nas estradas e ruas da cidade, com boletins de ocorrência registrados nos cinco distritos policiais. O número já é 6% maior que o mesmo período do ano passado, quando 2.176 casos do gênero foram registrados. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Na tarde de ontem, por exemplo, um acidente entre moto e caminhão aumentou as estatísticas e deixou um jovem gravemente ferido (leia texto nesta página). Além do aspecto humano, é importante lembrar que tanta gente machucada gera um custo alto. Os acidentes oneram cada vez mais os cofres públicos, já que cada internação por este motivo, em média, custa mais de R$ 1,4 mil.

Segundo o Ministério da Saúde, a violência no trânsito reflete diretamente no SUS (Sistema Único de Saúde). Em 2011, foram registradas 155 mil internações em todo Brasil relacionadas a acidentes, o que representou um custo de mais de R$ 200 milhões. Só no estado de São Paulo, foram realizadas 41.591 hospitalizações nesse ano, o que custou R$ 58,6 milhões aos cofres públicos. No caso de Franca, é possível mensurar que foram gastos, em 11 meses deste ano, mais de R$ 3 milhões em internações na Santa Casa de Franca.

O número não pode ser considerado exato, já que alguns feridos contabilizados nas estatísticas da Secretaria apresentam apenas escoriações, são medicados no pronto-socorro “Dr. Álvaro Azzuz” e não chegam a ser internados. Há também os que são atendidos nos hospitais particulares.

PREOCUPANTE
Segundo o tenente Marcel Fillipin, do Corpo de Bombeiros de Franca, os socorristas atendem seis acidentes com vítimas por dia. A lesão mais frequente é a fratura de membros - a exposta é a forma mais grave. Pancadas na cabeça também aumentam a atenção dos bombeiros. “Podemos ter ferimento, podemos ter exposição de massa encefálica, é diferente de um braço quebrado. A cabeça é uma região muito importante para a gente”, afirmou Filippin.

Como cada atendimento requer uma quantidade diferente de material, é difícil conseguir uma estimativa de quanto custa um socorro do Corpo de Bombeiros. Independente do valor, o número de feridos da cidade preocupa a corporação. “Nossa intenção é que não tivesse nenhuma vítima. Se tiver uma vítima já vai ser um número alto e preocupante”, finalizou o tenente.