O ex-deputado federal Aírton Sandoval Santana terá um cargo no alto escalão do governo de Alexandre Ferreira (PSDB). A função não foi confirmada oficialmente, mas é provável que ele atue no Gabinete e que seja o responsável pela articulação política.
Ligado a Sidnei Rocha há mais de três décadas, Aírton é um dos caciques do PMDB na cidade. Sua indicação seria uma troca ao apoio recebido na disputa pela sucessão municipal. O partido desistiu de lançar candidatura própria para se juntar aos tucanos na campanha eleitoral. Indicou o vice, Fernando Baldochi.
Aírton foi deputado federal por quatro mandatos, totalizando 17 anos como parlamentar. Ajudou a fundar o PMDB na região e teve uma relação próxima com Orestes Quércia por mais de 40 anos.
Com o afastamento do ex-governador da disputa pelo Senado, em 2010, por causa de problemas de saúde que vieram a provocar sua morte, ele foi escolhido para ser o primeiro suplente do então candidato a senador Aloysio Nunes (PSDB), que acabou vencendo as eleições.
Membro da executiva estadual do PMDB, Aírton Sandoval era um dos pré-candidatos do partido à Prefeitura de Franca este ano. Ele abriu mão em favor de Alexandre Ferreira e integrou o conselho político da vitoriosa campanha. Ajudou a definir estratégias e esteve presente nos debates. Agora, deverá ser recompensado. Publicamente, as partes não confirmam o acerto. “Realmente, estamos conversando, mas não tem uma definição. Acredito que amanhã (hoje) possa ter alguma novidade”, despistou.
Alexandre Ferreira espera anunciar o seu secretariado amanhã ou sexta-feira. Ele evita falar em nomes. Apenas Rosane Moscardini (Saúde) e Leila Haddad (Educação) estão confirmadas. Sobre o convite a Aírton Sandoval, ele admitiu que houve um contato, mas disse que o martelo não foi batido. “Não tem nada certo ainda.”
Nesta quarta-feira, o prefeito eleito vai se reunir com o grupo político para atribuir cargos e definir o nível de hierarquia dos integrantes de seu governo. Até o fim da semana, o mistério em relação ao secretariado deverá ser desfeito. A falta de nomes no mercado é uma dificuldade para a conclusão da montagem da equipe.
Ocupantes de cargos em comissão na Prefeitura estão apreensivos com o silêncio de Alexandre. Ele não se abre a respeito e não dá pistas de quem vai continuar na administração ou de quem vai ter de arrumar outro serviço a partir do ano que vem.