Após sete dias de cortes na Santa Casa, cerca de 6,8 mil atendimentos deixaram de ser feitos na unidade, no Hospital do Coração e no Hospital do Câncer. Neste último, os tratamentos com quimio e radioterapia foram retomados na última segunda-feira. Apesar do número de procedimentos que deixaram de ser feitos, a interrupção deve continuar.
A Santa Casa, desde o dia 12, só mantém o atendimento dos casos de urgência e emergência. Sem dinheiro para novas compras e devendo R$ 8 milhões para fornecedores, a Fundação cortou os atendimentos.
A direção do hospital chegou a anunciar uma reunião com o Estado para tratar o assunto, mas ela foi cancelada. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que houve uma reunião interna para tratar da Santa Casa e que estuda a possibilidade de repasse de verbas.
Ontem, Marcelo de Andrade, advogado da Fundação Santa Casa, se reuniu com os promotores de Justiça Paulo Borges e Carlos Gasparoto para dar explicações sobre a situação da instituição. Um novo encontro no Ministério Público está programado para o dia 8 de janeiro. Os promotores não se manifestaram sobre a audiência.