08 de julho de 2026

Alimento diário


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“Deus nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”(2 Co 3:6).

Origem e o resultado dos ministérios

Paulo desejava que a Palavra de Deus, na forma da verdade, fosse praticada por todos; isso traria a expressão de Deus à Terra por meio de Seus muitos filhos e manifestaria o Corpo de Cristo mediante Seus membros. Porém, por causa da natureza humana caída e por serem ainda anímicos, os santos tomaram as palavras de Paulo de forma doutrinária, apenas para discussão e estudo.
O apóstolo lhes havia deixado bem claro que a letra mata, mas o Espírito vivifica (2 Co 3:6). Apesar de haver falado essas palavras, as igrejas ainda as receberam como mera doutrina, como simples conhecimento bíblico, e não as praticaram. O ministério inicial dos doze apóstolos não fora suficiente para cumprir o plano do Senhor; agora o ministério de Paulo não foi colocado em prática e o resultado disso é que houve danos na edificação da igreja. Graças ao Senhor, porém, que em Sua sabedoria e soberania levantou o já idoso apóstolo João com seu ministério ulterior, que chamamos de “ministério orgânico” porque sua ênfase e a vida que provém do Espírito.
Por meio de seu ministério, João trouxe Espírito e vida à igreja. Procurou conduzir os irmãos, especialmente os da igreja em Éfeso, cidade onde passou a viver depois de seu exílio em Patmos, a praticar as palavras que receberam do apóstolo Paulo por meio de invocar o nome do Senhor e ler-orar da palavra. Seu desejo era introduzir e manter os santos na esfera do espírito, onde poderiam crescer em vida e amadurecer. Esse é o ministério ulterior de João. Apesar de a igreja em Éfeso não estar na esfera tradicional, estava na judicial, isto é, fazia tudo segundo o conceito de certo e errado, bem e mal, mas não se importava com o mais importante que é a vida que havia na Palavra. Por isso, João procurou levá-los de volta ao princípio.
Podemos dizer que, desse modo, a igreja em Éfeso mudou de condição. João também percebeu que o ministério neo-testamentário não estava apenas com os doze, não estava apenas com Paulo ou com ele mesmo. De acordo com a revelação que Paulo recebeu, registrada no livro de Efésios, todos os santos também têm parte no ministério de edificação do Corpo de Cristo (Ef. 4:11-12). Ele recebeu essa luz de acordo com Efésios 4, e tomou o encargo de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério.
João, com certeza, também atentou para 1 Coríntios 12, que fala muito claro sobre dons, ministérios e operações, e aplicou em Éfeso. Esse capítulo fala exatamente desses três itens, mostrando de onde vêm os ministérios e para que servem. Os ministérios provêm dos dons e o resultado de sua aplicação na igreja, ou seja, os ministérios são para as operações. Se queremos exercer nosso ministério, se almejamos conhecer de onde ele vem e saber qual é seu objetivo, o primeiro e principal item é voltar-nos ao espírito.
Praticar nosso ministério precisamos ser pessoas espirituais. Uma pessoa anímica, que vive na alma, não pode exercer seu ministério, porque este é algo totalmente da vida.
Cremos que a intenção de Paulo em Primeiro Coríntios 12:1-3 é nos introduzir no espírito. O versículo 1 literalmente diz: “A respeito do que é espiritual, irmãos”. Você sabe o que é espiritual? Quer ser espiritual para receber um ministério? Quer ser um ministro do Novo Testamento? Então precisa estar no espírito.
No espírito podemos conhecer isso e, para tanto, invocamos o nome do Senhor. Paulo afirma e confirma que quem diz “Senhor Jesus” fala pelo Espírito Santo. Não conseguir abrir a boca e dizer “Jesus é o Senhor” prova que a pessoa está na esfera da alma. Em outras palavras, quem invoca o nome do Senhor é alguém no espírito, quem não o invoca sem dúvida é anímico.

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