10 de julho de 2026

Em 2012, Franca já registra 17 acidentes de trânsito por dia


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Enterro do sapateiro e motociclista Rodrigo Raske Duarte, que sofreu uma fechada no Centro de Franca

De janeiro a outubro deste ano, foram contabilizados 5.080 acidentes, sendo 3.313 com vítimas leves ou graves e 28 fatais, com mortes constatados no local do acidente. No mesmo período do ano passado, o número de acidentes foi um pouco menor (4.931), mas houve mais mortes (30).

Para as autoridades, os maiores vilões do trânsito francano são a imprudência e a frota de veículos que não para de crescer. Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Franca tinha 205.921 veículos circulando em suas vias até outubro deste ano. Fora a frota flutuante, que vem de outras cidades. “É uma quantidade razoável. Se você observar, as ruas de Franca nunca ficam sem movimento”, disse Sérgio Buranelli, secretário de Segurança e Cidadania.

Outro fator apontado é a alta velocidade. Para isso, a PM trabalha, de acordo com o comandante-interino do setor de trânsito de Franca, tenente Lazaro Felício, com a fiscalização de radares móveis em pelo menos 19 vias. Além disso, a PM realiza constantemente operações “Direção Segura”, com testes de bafômetro. “Nós só vamos conseguir diminuir os acidentes de trânsito multando, ou fazendo algo nesse sentido. Lógico que não é o mais viável, seria com educação, mas não está tendo resultado a prevenção”, lamentou.

Para o comandante do Subgrupamento do Corpo de Bombeiros de Franca, capitão Marcelino Patrício dos Santos, a maior preocupação é com os motociclistas. Segundo o comandante, os bombeiros, que dividem os atendimentos de emergência e primeiros socorros com o Samu, atendem, por dia, quatro acidentes com condutores de motos feridos. “Se as pessoas obedecessem mais as regras de trânsito, logicamente diminuiria e muito o número de acidentes”, orientou.

‘DOR’
A última morte no trânsito de Franca foi a do sapateiro Rodrigo Raske Duarte, 21, que morava no Jardim São Luiz II. Duarte conduzia uma Honda Titan cinza quando teve a frente cortada por um Palio azul, no cruzamento das ruas General Osório com Homero Pacheco Alves, no Centro, por volta das 4 horas do último domingo. A morte não entrará para as estatísticas da PM, já que a vítima ficou dez horas internada e morreu no hospital.

Para a sapateiro David Willian Duarte Rocha, 21, sobrinho de Duarte, a perda foi irreparável. “O sentimento é de dor, está doendo. Não culpamos ela (a motorista), não chamamos ela de assassina, só que pedimos Justiça, que ela seja punida da maneira correta. Ela, querendo ou não, foi imprudente”, lamentou.