10 de julho de 2026

Raio mata pespontador em casa no Jardim Brasilândia


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O corpo do pespontador Nivaldo Mateus, de 56 anos, é visto na varanda onde ele foi atingido pela descarga elétrica de um ráio; com cem por cento do corpo queimado, teve morte instantânea

Uma tragédia assustou os moradores do Jardim Brasilândia e aglomerou curiosos em frente a casa número 1.251 da rua São Luiz, por volta das 18 horas de ontem. Um raio matou instantaneamente o pespontador autônomo Nivaldo Mateus, 56, dentro da varanda de sua residência, nos fundos, e carbonizou 100% do seu corpo. O fogo se espalhou pelo cômodo, onde funcionava uma pequena banca de pesponto, destruiu máquinas e o telhado. As causas do acidentes serão apuradas através de laudo da Polícia Científica.

Era fim de tarde quando o tempo nublado se converteu em chuva e muitos raios. Mateus trabalhava em ritmo acelerado, ao lado de sua mulher e sua filha, Helena Aparecida de Souza Mateus, 30. No local ficavam máquina de costura e compressores. O trabalho foi interrompido por uma forte descarga elétrica. O pespontador foi atingido e teve morte instantânea. Foi carbonizado e acabou caído na porta da cozinha, embaixo da bancada onde pespontava.

O cômodo também foi rapidamente consumido pelas chamas. Parte do telhado desabou. Desesperadas, as mulheres correram e pediram ajuda. A filha chegou a queimar as mãos tentando apagar o fogo no pai.

Vizinhos foram alarmados pelo forte estouro e ajudaram na contenção do incêndio. “Eu ouvi o trovão, depois senti o cheiro de queimado. Minha mulher gritou para eu ajudar. Liguei uma mangueira, abri o portão para eles ligarem outra, para dominar o fogo. Quando os Bombeiros chegaram estava praticamente apagado”, disse o modelista aposentado Manoel Dias, 71, que mora ao lado da casa atingida.

Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram ao local. “Ele já apresentava sinais claros de morte. Queimou muito rapidamente (a varanda), mas por ser uma área de fácil acesso foi fácil controlar”, afirmou o sargento Ronildo Borges, dos Bombeiros.

A Polícia Militar interveio e impediu o trânsito na rua São Luiz, para evitar o risco de atropelamento de curiosos que observavam da rua o trabalho dentro da casa. Segundo o sargento Joselino Ranuzzi da Silva, da PM, a suspeita é de que uma antena de televisão tenha servido de pararraio e levado a descarga elétrica para dentro da residência. A fiação de um poste em frente a casa também estava danificada. “Pudemos observar que há uma antena lateral a essa varanda e que, junto ao solo, houve uma pequena explosão do cimento.”, disse Ranuzzi.

As mulheres, muito abaladas, foram acolhidas na casa de um vizinho e não quiseram dar entrevista. Até as 20 horas de ontem, não havia informações sobre sepultamento.