Já dissemos aqui que o fim de ano é a época mais mágica do ano. Seja pelo espírito natalino, pagamento do 13º salário, férias ou até mesmo aquele clima de renovação e esperança que fica mais evidente com a aproximação do final de ano. Tudo é mais belo e festivo em dezembro. Mas ao menos que o mundo realmente acabe (o que a Nasa já afirmou que não acontecerá) janeiro irá chegar e você terá que pagar todas as promessas feitas nesta época e ainda aguentar os erros cometidos nos momentos em que a euforia e o álcool invadiram sua alma. É ação e reação e ninguém está livre desse efeito. Como quem avisa amigo é, só estamos lhe dizendo que existem algumas armadilhas muito bem posicionadas neste período. O pior é que essas ciladas estão disfarçadas de festas. Tudo para que você ache que tudo está bem e pode fazer o que bem entender. Só que o mundo não perdoa suas “mancadas” da mesma forma compreensiva que sua mãe. Um simples deslize e pronto. Estigmatizado para o resto da vida.
É isso que acontece na festa da empresa. A pessoa recebe o convite, fica toda feliz e quer descarregar na cerveja e na comida todo o estresse suportado dentro do ambiente de trabalho. O resultado se resume a uma palavra: vergonha. Vergonha quando a criatura começa a contar milhares de piadas chatas para o chefe, por exemplo. Muita vergonha quando o tal se acha o macho alfa da galáxia e começa a dar em cima de todas as fêmeas presentes no recinto. Vergonha intensa naquela hora que nosso personagem fica com fome e começa a comer como um porco e imediatamente se levanta para dançar até o chão como se fosse a funkeira rainha da Gaiola das Popozudas.
Na hora tudo é muito engraçado, até o momento de ir trabalhar mais uma vez. Aí aquela vergonha alheia que todos os colegas sentiram é transferida e potencializada para o “bebum funkeiro”. E para sempre ele será lembrado assim. Você quer que aquela fofoqueira tenha todo esse material em mãos? Quer que seu chefe pense que você gosta de entornar o copo? “A vida é minha e eu faço o que quiser!”, alguém deve ter pensado, mas saiba que todas as vezes que você se atrasar alguns minutos, isso será creditado à seu alcoolismo latente. Por isso que o Se Liga insiste: festa da empresa não é pra soltar a franga. Não sabe se divertir sem enfiar o pé na jaca? Calma que nós te ensinamos.
COMO UM BOM POLÍTICO
Apesar de todos os perigos e desastres que podem acontecer é preciso que você, como funcionário comprometido com a empresa, compareça à festa. “Não ir em uma confraternização desse tipo pode ser interpretado como falta de interesse ou falta de habilidades sociais e de interação interpessoal”, explica a coach de imagem pessoal Sabrina Donadeli. “Ao contrário do que muita gente imagina, se atrasar nestes eventos não mostra charme e sim pouco caso. Tente chegar no horário agendado”.
Até a roupa escolhida deve ser pensada. Não precisa ser nada muito formal, mas também não vale chegar com uma microssaia. “Faça escolhas mais neutras. Nem muito formal nem muito informal”, comenta Sabrina. “Lembre-se que lá estarão as pessoas que você convive diariamente, mas não são necessariamente seus amigos. Trate todos com cordialidade e bom humor. Mantenha sempre o sorriso no rosto, pois em festas ninguém dá bola para o mal humorado. Aproveite a chance para conhecer mais a fundo seus colegas”.
Outra boa dica de comportamento é evitar discussões acaloradas, principalmente com os chefões. “Sempre é bom ter atenção com o chefe. Só fale com ele quando o próprio pedir ou der o espaço”, aconselha Sabrina que ainda complementa dizendo que, com o todo poderoso, nada de puxar muita conversa. Aposte em uma troca rápida de ideias e pronto. Já na questão pegação, pode sim rolar um beijo, mas nada de exagerar no ato.
Basta seguir essas regras e não exagerar na pinga que tudo ocorrerá bem. Boas festas!