08 de julho de 2026

Meu dia de descanso


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Hoje tirei todas as peças do lugar, limpei o espaço que sobrava, revirei tudo, joguei fora todas as desilusões e toda insegurança inútil, doei roupas também inúteis, fiz a Alice ‘voar’ até quase me matar da dor nas costas mais bela do mundo! E quando tudo era silêncio, senti que agora está ainda mais preenchido e alegre aqui, embora haja perdas, embora às vezes eu me sinta só e ... Tudo virou de pernas pro ar e a vida por si tomou rumos nada esperados. Neste dia, talvez por acaso, resolvi te reviver, te refletir, de longe busquei decifrar enigmas e preencher lacunas de quem é você agora em mim. E não tá em paz, mas é ameno este latejar sutil, é como formigamento nos pés, é você em todo meu corpo, sim, você esfinge, doce macio de encaixar em sonhos, minha diversão concentrada como quebra- cabeça, partida de xadrez, orixá Ewá cor de sal! Juntando fragmentos teus, sinestésicos trazidos do mundo Lá de Candura. Descanso e não descanso, porque é manso e inquietante. Tem sereno, tem brasa... Mas os meus pés de leve pisando mansinho, vão... A casa arrumada, cada um dentro de si e um pouco de cada um dentro de mim.