10 de julho de 2026

Tio é acusado de estuprar sobrinho de 10 anos em casa da zona leste


| Tempo de leitura: 2 min

Duas denúncias gravíssimas, ambas na zona leste, envolvem acusações de abuso sexual de familiares contra crianças e foram registradas na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

No caso mais recente, um menino de 10 anos disse ter sido estuprado pelo tio, dentro da casa do acusado, na segunda-feira, dia 5 de novembro deste ano. O caso foi comunicado na delegacia apenas ontem e a polícia aguarda resultados de exames para finalizar o inquérito.

Segundo a polícia, a criança não soube precisar o horário do fato para a família.

O garoto mora com a mãe, uma vendedora de 32 anos, em uma casa que divide com outros dois imóveis o mesmo terreno. No dia do abuso, teria ido até a casa da tia, mas encontrou apenas o acusado, que não teve a idade e a profissão reveladas e não compareceu à delegacia.

A criança contou à mãe que o homem tapou sua boca e o segurou. Em seguida, teria praticado penetração anal.

A vendedora contou aos agentes que a criança estava triste e chorava constantemente desde então. Além disso, sentia fortes dores depois do estupro. Porém, resolveu contar o acontecido apenas ontem, mesmo não tendo sido ameaçado.

O caso foi registrado e, com urgência, o garoto foi encaminhado para fazer exames no IML de Franca. O resultado deve chegar ainda hoje às mãos da delegada Graciela Ambrósio, titular da DDM.

“Vamos ouvir a criança, porque ela não foi apresentada na delegacia, vamos ouvir testemunhas e assim que tivermos todos esses dados vamos ver a medida cabível para esse caso”, disse a delegada.

PAI E FILHA
No dia 15 de outubro deste ano, uma garota de 13 anos e sua mãe procuraram o Plantão Policial para denunciar um possível estupro.

O autor seria seu próprio pai, um pizzaiolo de 36 anos. Segundo o relato da garota aos policiais, os abusos teriam ocorrido duas vezes, entre os dias 4 e 12 de setembro.

Ainda de acordo com o depoimento da estudante, nas duas ocasiões ela estava estava dormindo - uma vez em seu quarto e outra no sofá da sala. Ela acordou com o pai próximo dela, perguntando se havia gostado e contando que manteve relação vaginal com ela. Depois de despertar, disse ter sentido uma líquido pegajoso escorrer pelas pernas.

A delegada despachou o boletim de ocorrência na última segunda-feira e o recebeu com o laudo do IML ontem. Segundo os exames, não houve penetração. “Vamos conversar novamente com a vítima, com as testemunhas apresentadas, para que assim a gente possa tomar a atitude correta. Nós temos um resultado e agora precisamos confrontá-lo com as declarações da vítima”, completou Graciela Ambrósio.

Casos os abusos sejam confirmados, os acusados estarão sujeitos à condenação por estupro de vulnerável, com pena de oito a 15 anos. Nos dois casos, há o agravante dos possíveis autores serem parentes próximos das crianças e terem a confiança das vítimas. “São casos que temos que apurar com bastante critério e cuidado”, finalizou a delegada.